Um homem de 53 anos, que era apontado como suspeito de tentar estuprar um menino na faixa de areia de uma praia localizada em Guarujá, no litoral do estado de São Paulo, acabou falecendo no último dia 19. Ele estava internado em uma unidade de tratamento intensivo havia cerca de uma semana após o agravamento de seu estado de saúde.
De acordo com informações fornecidas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o indivíduo, cuja identidade não foi divulgada oficialmente pelas autoridades, havia sido detido em flagrante delito no final do mês anterior, especificamente no dia 30 de agosto, na Baixada Santista.
Registros oficiais apontam que o suspeito deu entrada no Centro de Detenção Provisória 1 de Pinheiros, situado na região da Vila Leopoldina, na capital paulista, no dia 9 de setembro. Na ocasião da chegada ao estabelecimento prisional, o detento já apresentava diversas queimaduras e lesões espalhadas pelo corpo.
Três dias após o ingresso na unidade carcerária, o homem começou a passar mal. Ele recebeu os primeiros socorros dentro do próprio presídio, mas logo em seguida precisou ser encaminhado a uma unidade de saúde externa, sendo posteriormente transferido para a UTI de um hospital da rede pública.
Por meio de nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública destacou que todos os protocolos de atendimento e os devidos encaminhamentos médicos foram rigorosamente cumpridos conforme as normas de praxe. No entanto, a pasta não divulgou detalhes esclarecedores sobre a origem das lesões e das queimaduras que o detento trazia consigo ao dar entrada no sistema prisional.
O caso que motivou a prisão ocorreu na Praia da Enseada, em Guarujá, onde o homem foi flagrado cometendo o ato de tentativa de estupro de vulnerável. Relatos do boletim de ocorrência indicam que uma testemunha observou a movimentação suspeita sob um deck de madeira e registrou a cena em vídeo.
As imagens capturadas mostraram o investigado com as vestes parcialmente abertas, constrangendo a vítima a práticas libidinosas. Conforme a apuração policial, o garoto estava na praia na companhia do pai, que jogava futebol nas proximidades, enquanto o suspeito, que seria conhecido da família, conduziu a criança para um local isolado sob o pretexto de urinar.
Após perceber que havia sido descoberto pela testemunha, o homem fugiu do local. A pessoa que presenciou o fato acionou policiais militares, repassou as características físicas, as vestimentas do suspeito e indicou a direção da fuga, permitindo que as equipes realizassem a captura e o levassem à delegacia.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
