A ciclovia da avenida Brigadeiro Faria Lima, localizada na zona oeste de São Paulo, tem enfrentado um intenso fluxo diário de bicicletas convencionais e elétricas, além de autopropelidos e até motocicletas. Para tentar organizar essa circulação, painéis medidores de velocidade foram instalados ao longo do trajeto, completando um mês de funcionamento no final de setembro de 2026.
Os equipamentos exibem a velocidade de quem passa, mas operam de forma pontual: captam apenas a faixa posicionada imediatamente à frente do aparelho. Por conta dessa limitação, os dispositivos mudam de lado em alguns trechos da via para acompanhar a dinâmica do tráfego local.
Trabalhadores da região acompanham a rotina de perto e relatam que parte dos usuários desrespeita os limites recomendados. Dias como segunda e quarta-feira registram um movimento ainda maior devido ao retorno presencial de parte dos frequentadores, tornando o trânsito na ciclovia mais complexo.
De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a iniciativa tem caráter estritamente educativo neste primeiro momento. A escolha da Faria Lima se deu pelo alto volume de bicicletas e autopropelidos e pela largura adequada do espaço, buscando reforçar a segurança diante do avanço dos modelos elétricos.
A gestão municipal estabeleceu recentemente um limite de 20 km/h para bicicletas elétricas, patinetes e outros autopropelidos em ciclovias e ciclofaixas, além de um teto de 6 km/h em áreas compartilhadas com pedestres. No entanto, flagrantes de excesso de velocidade ainda são comuns, com registros de usuários circulando acima de 30 km/h.
Enquanto a prefeitura avalia a aplicação de penalidades futuras e a expansão dos radares móveis para outras vias da capital, frequentadores e comerciantes dividem-se entre a necessidade de maior fiscalização e o receio de que a medida tenha pouco efeito prático diante do volume expressivo de tráfego na região.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
