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Líder do PCC é preso na Bolívia e transferido para São Paulo

Apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Roberto Prieto Filho foi capturado em Santa Cruz de la Sierra e levado de volta ao Brasil.

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Líder do PCC é preso na Bolívia e transferido para São Paulo

Apontado como um dos principais chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Roberto Prieto Filho, conhecido popularmente como Betinho da Baixada, encontra-se detido desde a última quarta-feira em território paulista. Ele permanece sob custódia e à disposição da Justiça no Centro de Detenção Provisória IV, localizado no bairro de Pinheiros, na capital do estado de São Paulo.

A captura de Prieto ocorreu na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, durante uma operação coordenada com o suporte estratégico da Polícia Federal brasileira e da Polícia Civil de São Paulo. O foragido estava escondido no país vizinho havia quase cinco anos, desde o seu resgate espetacular de uma cadeia pública em janeiro de 2022.

Na ocasião de sua fuga, comparsas fortemente armados com fuzis invadiram a cadeia pública anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá, no litoral paulista, e o libertaram junto a Pablo Ribeiro Lopes Santos. O Ministério Público aponta que Santos atuava auxiliando Prieto a ocultar e dissimular a origem ilícita de capitais e bens obtidos por meio do narcotráfico.

Após escaparem da prisão, ambos os réus foram julgados à revelia pela Justiça. Prieto acabou condenado a uma pena de 20 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão pelos crimes de narcotráfico, associação criminosa para o tráfico e lavagem de dinheiro. Já Pablo Santos foi absolvido da acusação de associação, mas recebeu condenação superior a quatro anos em regime semiaberto por lavagem de dinheiro.

Diante da recaptura, o juiz André Rossi, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Guarujá, pontuou que o cumprimento do mandado internacional e a rápida extradição do criminoso possuem plena validade jurídica. O magistrado salientou que a detenção é imprescindível para garantir a instrução processual e a aplicação da lei penal, afastando dúvidas sobre a necessidade da medida diante da fuga transnacional.

A operação que culminou na prisão foi executada por agentes da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (Felcn) da Bolívia. Conforme relatos da imprensa local, o detento foi entregue às autoridades do Brasil e transferido sob forte aparato de segurança policial logo no dia posterior à abordagem em solo boliviano.

A defesa de Roberto Prieto informou que atua judicialmente para anular a condenação imposta em primeira instância e buscar a liberdade do cliente. Os advogados sustentam a tese de nulidades processuais e alegam que o cliente é inocente das acusações imputadas pelo Ministério Público, ressaltando que o processo ainda não transitou em julgado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano