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Traficante movimentou quase R$ 1 milhão de esquema com transações “em família”

Investigação do Gaeco na Operação Infiltrados aponta que Lucas da Silva dos Santos usava contas da mãe, das irmãs e uma empresa de fachada para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

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Traficante movimentou quase R$ 1 milhão de esquema com transações “em família”

A investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), no âmbito da Operação Infiltrados, revelou que Lucas da Silva dos Santos, conhecido como “LK”, estruturou uma complexa rede financeira envolvendo a própria família para movimentar recursos obtidos com o tráfico de drogas.

De acordo com o apurado pelos investigadores, foram identificados 349 depósitos sem identificação de origem que somaram R$ 970.244 entre fevereiro de 2024 e março de 2026. Os valores estavam distribuídos entre as contas pessoais de Lucas e a empresa L R Obras e Construções Ltda., apontada formalmente como um negócio de fachada.

O levantamento financeiro detalhou centenas de transferências cruzadas entre Lucas, sua mãe, Valdenice da Silva Gois, e suas duas irmãs, Ana Carolina da Silva dos Santos e Jéssica da Silva dos Santos, esta última atuante como advogada. Para o Gaeco, as familiares funcionavam como interpostas pessoas, ou “testas de ferro”, encarregadas de ocultar a propriedade e a movimentação dos valores ilícitos.

As evidências da participação familiar surgiram tanto em interceptações telefônicas e análises telemáticas quanto em relatórios bancários. Em um dos diálogos interceptados, Lucas discute a aquisição de entorpecentes e menciona que parte de uma carga de skunk pertencia a uma de suas irmãs, reforçando a tese de sociedade e divisão de custos na atividade criminosa.

A movimentação envolvendo Ana Carolina foi uma das mais expressivas detalhadas no procedimento, somando centenas de milhares de reais em repasses mútuos. Situação semelhante ocorreu com Jéssica e com a mãe Valdenice, cujo nome apareceu ligado inclusive a depósitos de outros investigados associados ao esquema criminoso.

A operação desdobrou-se em prisões preventivas e mandados de busca e apreensão em cidades como Campo Grande, Dourados e Terenos, mirando não apenas civis envolvidos com o narcotráfico, mas também agentes de segurança pública suspeitos de integrar o esquema de desvio e revenda de drogas.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano