O estado do Paraná se prepara para uma mudança drástica nas condições meteorológicas a partir da próxima terça-feira (29), motivada pela formação iminente de um novo ciclone extratropical que impactará a região Sul do Brasil.
De acordo com os prognósticos dos serviços de meteorologia, o fenômeno climático começará a se estruturar na faixa compreendida entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, impulsionando o avanço rápido de uma frente fria expressiva.
A interação entre essa nova massa de ar frio e as atuais condições de calor e umidade na atmosfera paranaense cria um cenário altamente favorável para o surgimento de temporais severos durante os últimos dias do mês de setembro.
As simulações numéricas apontam que o deslocamento desse sistema poderá ocasionar volumes pluviométricos expressivos, com acumulados que rondam a marca de 200 milímetros nas regiões sulistas que sofrerem maior impacto do fenômeno.
Além do volume excessivo de precipitações, o fator de maior alerta reside na intensidade dos ventos associados à tempestade, cujas rajadas podem atingir velocidades próximas a 100 km/h durante os momentos de maior instabilidade.
Após concentrar sua força inicial sobre o território gaúcho, a frente fria avançará rapidamente em direção a Santa Catarina e ao Paraná, trazendo consigo riscos adicionais, a exemplo da possibilidade de queda de granizo em localidades pontuais.
A magnitude estimada para os temporais eleva a probabilidade de ocorrência de transtornos tanto nos centros urbanos quanto nas zonas rurais, incluindo quedas de árvores, destelhamentos, interrupções na rede elétrica e pontos de alagamento.
Na quarta-feira (30), o sistema frontal continuará sua trajetória em direção ao norte, mantendo o Paraná sob forte instabilidade e espalhando as chuvas intensas para estados vizinhos, como Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo.
Diante da volatilidade dos modelos meteorológicos e da possibilidade de ajustes nas rotas dos temporais, as autoridades de defesa civil recomendam vigilância constante e o acompanhamento dos boletins de alerta emitidos pelos órgãos competentes.
Fonte: tnonline.uol.com.br
