O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (27 de setembro de 2026) que Nossa Senhora Aparecida continuará como padroeira do Brasil, justificando que o povo brasileiro quer e tem fé na santa. A declaração marcou a primeira manifestação pública do petista sobre a controvérsia que envolveu a imagem religiosa e o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Lula abordou o tema de forma espontânea durante participação no programa “Canal Livre”, transmitido pela Band, sem ter recebido uma pergunta direta sobre o assunto. O chefe do Executivo destacou que mexer com a figura de Nossa Senhora Aparecida é inaceitável e relembrou episódios históricos de intolerância e desrespeito ocorridos no passado.
A polêmica surgiu nas redes sociais após a repercussão de uma notícia falsa que ligava Flávio Bolsonaro a uma suposta proposta para remover o título de padroeira da santa. O projeto mencionado na internet havia sido apresentado originalmente em 2007 pelo então deputado Victório Galli, de Mato Grosso, e acabou arquivado pela Câmara dos Deputados no ano seguinte, sem qualquer relação com o atual candidato.
Integrantes da campanha governista avaliaram que a controvérsia gerou desgaste para o adversário político, obrigado a prestar esclarecimentos contínuos sobre um projeto que nunca apresentou. Por outro lado, o debate manteve o tema em alta circulação e levantou discussões sobre a desinformação no processo eleitoral de 2026.
Durante a mesma entrevista, o presidente enfatizou a importância do respeito mútuo entre as diferentes crenças religiosas praticadas no país. Lula mencionou especificamente a necessidade de coexistência pacífica e tolerância entre evangélicos, católicos e seguidores de religiões de matriz africana.
O episódio ganhou tração digital a partir da noite de quinta-feira (24 de setembro), gerando quase um milhão de publicações e milhões de interações monitoradas pelo Instituto DX. A repercussão levou figuras públicas a se manifestarem, incluindo a primeira-dama Janja da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin, que reforçaram a preservação das tradições religiosas brasileiras.
Fonte: www.poder360.com.br
