A NFL espalhou sua marca por diversos pontos do Rio de Janeiro antes de realizar, no Maracanã, a partida entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys. A estratégia de ocupação urbana inclui desde um balão em formato de capacete na Lagoa até esculturas de areia em Copacabana, além de loja oficial no Leblon e intervenções artísticas pela cidade.
Esta movimentação amplia a operação da liga em relação aos dois confrontos realizados anteriormente em São Paulo, nos anos de 2024 e 2025. Enquanto na capital paulista as ações ficaram concentradas na Neo Química Arena, em Itaquera, a aposta no território carioca busca testar a capacidade de furar a bolha e conquistar telespectadores que ainda não acompanham o esporte.
Especialistas em marketing esportivo apontam que o Rio de Janeiro oferece uma vitrine de forte apelo visual, associando a imagem do campeonato a cartões-postais mundialmente conhecidos. A escolha do Maracanã também possui peso simbólico, inserindo a liga americana em um dos templos históricos do futebol mundial e alinhando-se a uma estratégia internacional que leva jogos a palcos marcantes de Copas do Mundo.
Apesar da forte presença de marca e dos dados divulgados pela organização — que apontam dezenas de milhões de fãs no país —, o principal desafio reside em transformar a curiosidade gerada pelas ativações de rua e pelo evento em um hábito regular de consumo de conteúdo e engajamento com as equipes.
Para o futuro, os planos da NFL no Brasil incluem prolongar essa conexão para além dos dias de partida. A diretoria da liga avalia expandir eventos como o Super Bowl Experience e aproveitar períodos festivos tradicionais, a exemplo do Carnaval, para manter o futebol americano em evidência no calendário nacional.
Com o compromisso de fincar raízes duradouras no país, a gestão da liga reforça que o objetivo vai muito além de promover um espetáculo pontual, buscando consolidar uma relação duradoura com o público brasileiro.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
