O governo da Colômbia realizou a extradição para os Estados Unidos de Geovany Andres Rojas, apontado como líder e porta-voz de um grupo criminoso atuante no narcotráfico na região de Putumayo. A transferência do custodiado foi acompanhada pessoalmente por autoridades, marcando uma reviravolta na política de segurança do país sul-americano.
A operação de envio de Rojas ao território norte-americano ocorreu após o atual presidente derrubar uma restrição jurídica que impedia a medida. A extradição havia sido anteriormente suspensa pelo ex-presidente Gustavo Petro, que optou por incluir o líder criminoso em negociações oficiais de paz com facções armadas.
O histórico de detenção de Rojas remonta a fevereiro de 2025, quando ele foi capturado em Bogotá pelas forcas de segurança colombianas. Meses mais tarde, em outubro do mesmo ano, a Suprema Corte da Colômbia já havia dado o aval necessário para o envio do acusado à Justiça dos Estados Unidos.
Apesar da aprovação judicial, a administração de Petro manteve a suspensão da ordem de extradição com o objetivo de preservar a participação de Rojas nas tratativas entre o governo federal e os grupos rebeldes locais, apostando em saídas negociadas para o conflito armado.
No cenário das organizações criminosas, o grupo liderado por Rojas ganhou destaque em disputas territoriais intensificadas após o acordo histórico de paz com as Farc. A facção chegou a estabelecer alianças estratégicas com a Segunda Marquetalia, estrutura dissidente fundada em 2019 pelo ex-comandante guerrilheiro Luciano Marín.
Contudo, a parceria entre os grupos chegou ao fim há dois anos. A partir desse rompimento, os Comandos de la Frontera passaram a conduzir negociações de forma independente e separada com as autoridades do governo colombiano, culminando agora na extradição de seu principal expoente para responder a acusações perante a justiça norte-americana.
Fonte: noticias.uol.com.br
