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Grupo Armani se prepara para iniciar tratativas de venda de fatia societária com LVMH, L’Oréal e EssilorLuxottica

A gigante italiana da moda Armani iniciará negociações formais com LVMH, L'Oréal e EssilorLuxottica para discutir a venda de uma participação minoritária, seguindo as diretrizes deixadas pelo fundador Giorgio Armani.

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Grupo Armani se prepara para iniciar tratativas de venda de fatia societária com LVMH, L’Oréal e EssilorLuxottica

A célebre grife italiana Armani está nos preparativos finais para iniciar conversas formais com três potenciais investidores indicados no testamento de Giorgio Armani. A movimentação ocorre no momento em que a empresa busca desenhar uma rota estratégica inédita, operando agora sem o lendário estilista que esteve à frente da condução dos negócios com pulso firme por meio século.

As reuniões planejadas para as próximas semanas devem envolver executivos do conglomerado LVMH, da gigante dos cosméticos L’Oréal e do grupo ótico EssilorLuxottica. O objetivo central desses encontros preliminares será debater a comercialização de uma fatia minoritária da companhia, conforme relatos de fontes familiarizadas com as tratativas em andamento.

Apesar de ter blindado a autonomia do grupo transalpino por décadas, o próprio Armani surpreendeu o mercado de artigos de luxo ao determinar em seu testamento que seus herdeiros ofertassem uma participação inicial de 15% na companhia em um intervalo de até 18 meses após o seu falecimento, ocorrido em setembro do ano passado, quando o designer tinha 91 anos.

A transição de comando colocou a empresa diante de um dilema clássico enfrentado por companhias familiares fundadas por figuras centrais: converter uma estrutura moldada inteiramente sob a identidade de um único indivíduo em uma instituição corporativa robusta e capaz de prosperar de forma independente.

Para liderar essa reformulação, Giuseppe Marsocci assumiu a presidência-executiva, contando com o apoio de consultorias estratégicas e de um conselho administrativo remodelado com nomes de peso da indústria. Paralelamente, o grupo contratou o estilista Dario Vitale para revigorar a linha Emporio Armani e expandir as operações da marca principal no lucrativo segmento de acessórios.

As discussões sobre a entrada de novos acionistas acontecem em um cenário de arrefecimento nos gastos globais com artigos de alta-costura, o que gerou retração na receita do grupo por dois anos consecutivos. Contudo, medidas de corte de custos permitiram ganhos operacionais, enquanto os pretendentes avaliam cuidadosamente os riscos e as oportunidades de adquirir um pedaço do império Armani.

Fonte: c-level.folha.uol.com.br

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