O líder do Hezbollah, Naim Qassem, anunciou recentemente que o grupo planeja dar sua contribuição para um projeto voltado ao apoio dos cidadãos libaneses que continuam deslocados. O pronunciamento ocorreu durante um discurso proferido em um evento solene que marcou o segundo aniversário do falecimento do antigo líder da organização, Hassan Nasrallah, morto por forças israelenses em 2024.
Durante sua fala, Qassem enfatizou que a responsabilidade principal pelo acolhimento, abrigo e pagamento de indenizações aos afetados deveria recair sobre o Estado libanês. Para o dirigente, as autoridades do país precisam atuar de maneira mais efetiva diante da crise humanitária enfrentada por milhares de famílias.
O líder do movimento armado reiterou que a reconstrução e a restauração das áreas atingidas constituem obrigações fundamentais do governo. “Ainda é seu dever cumprir suas responsabilidades em relação ao abrigo, à indenização e a todas as obrigações relacionadas à reconstrução e à restauração”, declarou publicamente durante a cerimônia.
Apesar de uma significativa parcela da população afetada ter conseguido retornar aos seus lares desde o acirramento dos conflitos na região, a situação humanitária permanece delicada. Dados divulgados apontam que mais de 340 mil pessoas continuam na condição de deslocadas.
Esse contingente expressivo permanece fora de suas residências habituais devido a dois fatores principais: a destruição generalizada de suas cidades natais ou o fato de as localidades estarem situadas em zonas atualmente ocupadas pelas forças armadas de Israel.
A manifestação de Naim Qassem ocorre em um momento de intensa vigilância política e social no Líbano, onde a reconstrução das zonas destruídas e o destino dos deslocados continuam no centro dos debates nacionais e das discussões sobre o futuro da segurança e da soberania do país.
Fonte: noticias.uol.com.br
