O dólar comercial registrou queda de 0,81% nesta quarta-feira e fechou cotado a R$ 5,1743. O movimento foi impulsionado principalmente pela divulgação de uma inflação menor do que a esperada nos Estados Unidos, indicador monitorado pelo Banco Central norte-americano para calibrar a taxa de juros e que acabou aliviando a pressão sobre a moeda.
No câmbio voltado para o consumidor, o dólar turismo também recuou, registrando baixa de 0,86% para terminar o dia negociado a R$ 5,371. Com o resultado, a moeda comercial acumula queda de 0,13% na semana, de 0,10% em setembro e de 5,73% desde o início do ano.
Enquanto a moeda americana recuava, o Ibovespa seguiu o caminho oposto e avançou 1,37%, encerrando o pregão aos 186.340 pontos. O principal índice da bolsa brasileira acumulou alta de 1,56% na semana e fechou o mês de setembro com ganho de 5,03%, elevando a valorização acumulada no ano para 15,65%.
No cenário interno, os investidores também analisaram os novos dados econômicos divulgados pelo Banco Central. O setor consolidado registrou um déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, montante que engloba as contas de União, estados, municípios e empresas estatais.
O resultado fiscal de agosto veio melhor do que o déficit de R$ 17,3 bilhões reportado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo negativo atingiu R$ 82,1 bilhões, o que representa cerca de 0,62% do Produto Interno Bruto nacional.
No mercado internacional de commodities, o petróleo fechou o dia em alta. A valorização foi influenciada por negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã, além de quedas nos estoques de derivados norte-americanos. O barril do tipo Brent para novembro subiu US$ 0,91, encerrando cotado a US$ 103,50, ao passo que o WTI avançou US$ 1,04, cotado a US$ 90,42.
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