A Marinha do Brasil abriu nesta quarta-feira (30), por meio da Capitania dos Portos do Pantanal, um inquérito administrativo para apurar as circunstâncias do acidente com o barco que virou durante o vendaval de terça-feira (29), na região de Porto Morrinhos, em Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande. Três pessoas caíram no Rio Paraguai e foram retiradas da água antes da chegada de uma equipe militar.
Em nota divulgada nesta quarta, o Comando do 6º Distrito Naval informou que o Navio Patrulha Poti iniciou os procedimentos de socorro assim que recebeu o alerta de risco à vida. Segundo a corporação, a tripulação lançou uma lancha e iniciou manobras para seguir até os náufragos, mas enfrentou dificuldades severas causadas pelas condições meteorológicas adversas.
Enquanto os militares realizavam os procedimentos de tentativa de socorro, o morador Adilson Batista e seu filho alcançaram o trio em outra embarcação e efetuaram o resgate. A Marinha confirmou que os três ocupantes foram levados em segurança para a margem, embora não tenha detalhado o intervalo exato entre o pedido de ajuda e a retirada das vítimas.
A manifestação da instituição ocorre após relatos de Adilson de que ele procurou o navio da Marinha antes de agir por conta própria. O morador afirmou que pediu auxílio e que a lancha militar chegou a receber água durante a tentativa de lançamento. Diante do cenário no rio, ele decidiu realizar a operação de salvamento junto com o filho.
O piloteiro relatou que estava em casa às margens do Paraguai quando viu a embarcação com um casal de turistas e um piloteiro passar instantes antes de virar. Segundo o depoimento, os três utilizavam coletes salva-vidas, mas já apresentavam sinais de forte cansaço e pavor no momento da abordagem. Com o auxílio do filho, que ajudou a puxar as vítimas, Adilson manteve o controle do barco sob forte ondulação.
Após o resgate, o grupo foi conduzido em segurança até a margem onde fica a pousada dos turistas. De acordo com informações obtidas pelo socorrista, todos passam bem e o casal já retornou à sua cidade de origem. A Defesa Civil apontou que os ventos na região superaram 64 km/h no horário do incidente, provocando também quedas de árvores e danos estruturais no município.
Fonte: www.campograndenews.com.br
