O Ministério Público Federal (MPF) cobrou da concessionária responsável pelo trecho da BR-262 em Três Lagoas a adoção de medidas emergenciais para aumentar a segurança de pedestres e ciclistas no acesso ao campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Entre as providências solicitadas pelo órgão está a instalação de uma nova lombada eletrônica nas proximidades da instituição de ensino.
A cobrança foi formalmente encaminhada à Rota da Celulose, empresa que assumiu a administração do trecho rodoviário após a transferência da rodovia para a iniciativa privada. Em ofício enviado ao diretor-presidente da companhia, Luiz Fernando de Donno, o MPF estabeleceu um prazo de 15 dias para que sejam prestadas informações detalhadas sobre os problemas apontados na região.
A atuação do órgão ministerial teve início a partir de uma denúncia protocolada em agosto. O relato aponta graves deficiências na infraestrutura do acesso ao campus pela Avenida Ranulpho Marques Leal, trecho urbano da BR-262, destacando que pedestres precisam caminhar pela pista destinada aos veículos devido à ausência de calçadas adequadas.
A manifestação encaminhada ao MPF também detalha o acúmulo de areia, dificuldades severas de circulação para pessoas com mobilidade reduzida, idosos e pessoas com deficiência, além de trechos tomados por lama e poças d’água durante os períodos de chuva. Ciclistas também enfrentam riscos constantes para atravessar a rodovia diante da alta velocidade dos veículos.
A cobrança ocorre meses após a remoção de equipamentos de fiscalização eletrônica pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na área urbana de Três Lagoas. Com a transferência da gestão para a iniciativa privada, ocorrida em 6 de fevereiro deste ano, os radares próximos ao campus da UFMS e a outros cruzamentos importantes foram retirados.
A UFMS acompanha de perto as discussões e informou ao MPF que colocou sua equipe de engenharia à disposição para realizar visitas técnicas e colaborar com projetos viários. Enquanto isso, a concessionária tem o prazo estipulado pelo órgão federal para responder sobre as melhorias e providências que serão tomadas para restabelecer a segurança no local.
Fonte: www.campograndenews.com.br
