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OAB apura conduta de advogado preso suspeito de vazar operação a delegado

Entidade afirma acompanhar desdobramentos da prisão do profissional e que tomará medidas disciplinares após a Operação Obstructio.

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OAB apura conduta de advogado preso suspeito de vazar operação a delegado

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Mato Grosso do Sul informou que tomará as medidas disciplinares cabíveis após a prisão do advogado Amilton Ferreira de Almeida, ocorrida nesta terça-feira. Ele é suspeito de vazar informações sigilosas da Operação Infiltrados para o delegado Hoffman D’Ávila Cândido.

Em nota enviada à imprensa, a instituição afirmou que a CDA (Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados) acompanha as diligências da Operação Infiltrados e da Operação Obstructio. A OAB garantiu que adotará as medidas legais cabíveis, inclusive de natureza disciplinar, sempre respeitando o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Amilton foi preso pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) durante a Operação Obstructio, que investiga o vazamento de dados da Operação Infiltrados. Esta última ação desmantelou uma organização criminosa envolvida no desvio de drogas com a suposta participação de policiais, sendo o delegado Hoffman D’Ávila apontado como um dos líderes do esquema.

O advogado foi detido em sua residência, na Vila Albuquerque, onde foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Em seguida, foi levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol. Na quarta-feira, ele passou por audiência de custódia no Fórum de Campo Grande, onde a prisão preventiva foi mantida pela Justiça.

Na ocasião, cerca de 40 advogados acompanharam a audiência em protesto contra a prisão, alegando violação das prerrogativas da advocacia criminal e classificando a medida como ilegal. De acordo com o MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), existem evidências materializadas de comunicação criminosa e vazamento da ação policial, o que teria atrapalhado o andamento das investigações.

Por sua vez, a defesa representada pela advogada Damares Costa Machado afirmou que o cliente havia apenas combinado de tomar café com Hoffman por volta das 5h, horário habitual para caminhadas matinais. A defesa classificou a saída do delegado momentos antes da chegada do Gaeco como uma coincidência e negou o vazamento de dados sigilosos.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano