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Governo discute com o Banco Central a proibição de cartões de crédito extras para clientes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal discute com o Banco Central medidas para conter o endividamento da população, incluindo a possível proibição de cartões de crédito adicionais.

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Governo discute com o Banco Central a proibição de cartões de crédito extras para clientes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (1º) que o governo federal mantém tratativas com o Banco Central com o objetivo de proibir a concessão de cartões de crédito extras aos consumidores. A medida é ventilada como uma estratégia para frear o avanço do endividamento entre os brasileiros.

A declaração foi concedida durante uma entrevista ao Flow Podcast, realizada em Brasília no mesmo horário em que ocorreria o debate na TV Globo, evento que acabou cancelado.

Atualmente, o Banco Central não impõe restrições diretas relativas à quantidade total de cartões que um cidadão pode possuir, mas estabelece diretrizes rigorosas quanto ao envio e à ampliação de limites. As instituições financeiras estão proibidas de despachar ou habilitar cartões de crédito sem solicitação prévia ou autorização explícita do titular da conta.

Ademais, normas vigentes desde julho de 2024 determinam que qualquer elevação de limite precisa ser avaliada e aprovada a cada ocorrência pelo cliente, com a devida comunicação oficial.

O endividamento em patamares elevados ganhou forte destaque no debate econômico e político recente, integrando inclusive o cenário da campanha eleitoral. Diante desse quadro, o governo federal implementou recentemente uma nova etapa do programa Desenrola, destinando até R$ 15 bilhões para adquirir carteiras de dívidas de pessoas físicas com atrasos acumulados entre dois e quatro anos e meio, focando em modalidades como crédito pessoal e cartão de crédito, tanto na versão rotativa quanto parcelada.

Durante a entrevista, o mandatário enfatizou a necessidade de maior rigor regulatório no setor financeiro. Segundo o presidente, a equipe econômica e a presidência do Banco Central compreendem a urgência de moralizar o acesso ao crédito para impedir que a sociedade permaneça vulnerável a endividamentos considerados irresponsáveis.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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