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MPT quer retirada de placa, mas ofensa contra petistas segue na fachada de loja

Ministério Público do Trabalho recomendou a remoção de placa com ofensas políticas na fachada de uma loja em Campo Grande, mas mensagem segue exposta.

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MPT quer retirada de placa, mas ofensa contra petistas segue na fachada de loja

O Ministério Público do Trabalho (MPT) expediu uma recomendação formal para que uma loja de artigos eletrônicos situada em Campo Grande retire da sua fachada uma placa com dizeres ofensivos direcionados a simpatizantes e filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT). O documento oficial foi emitido pelo órgão trabalhista.

A mensagem estampada na fachada do estabelecimento comercial traz os dizeres: ‘Tenho nojo de petistas que se f#d@. Acorda Brasil’. Apesar da notificação do MPT, o conteúdo ofensivo continuou exposto no local, chamando a atenção de quem transita pela região central da capital sul-mato-grossense.

A loja alvo da recomendação está localizada na Avenida Mato Grosso, na esquina com a Rua Alagoas, na área central da cidade. A equipe de reportagem esteve presente no endereço para verificar a situação, mas nenhum representante ou funcionário quis conceder entrevistas ou comentar o caso, alegando o desejo de evitar maiores polêmicas.

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após a divulgação inicial da situação. Enquanto uma parcela dos internautas utilizou as plataformas digitais para apoiar a postura do estabelecimento e anunciar que passariam a priorizar compras no local, outros usuários criticaram duramente a exposição de manifestações de hostilidade política misturadas à atividade comercial.

Diante da repercussão, o MPT instaurou um procedimento preparatório para apurar a situação. A atuação do órgão fundamenta-se nas leis trabalhistas vigentes, que asseguram e protegem a liberdade de consciência e de convicção política dos trabalhadores, classificando como ato discriminatório qualquer tentativa por parte do empregador de impor opiniões partidárias ou penalizar funcionários em decorrência de suas escolhas políticas.

As autoridades competentes continuam acompanhando o desdobramento do caso para garantir o cumprimento das normas trabalhistas e o respeito aos direitos fundamentais no ambiente laboral e em suas imediações, enquanto a placa permanece visível ao público na fachada do estabelecimento comercial.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano