A Prefeitura de Campo Grande decidiu suspender a licitação que previa investir até R$ 20,3 milhões em serviços de poda e remoção de árvores na Capital. A paralisação do processo foi formalizada na última quarta-feira, apenas cinco dias antes da disputa de preços que estava inicialmente agendada para a próxima segunda-feira.
O edital original, que havia sido divulgado semanas antes logo após um temporal que atingiu a cidade, estimava a realização de 19.673 podas, 1.577 remoções de árvores e 787 retiradas de exemplares caídos. Os quantitativos serviam como referência orçamentária, visto que o município efetuaria o pagamento estritamente pelos serviços que fossem efetivamente executados.
De acordo com as planilhas do projeto, os recursos estavam distribuídos para atender diversas regiões urbanas, contemplando o Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo. O maior montante previsto era destinado à região do Anhanduizinho, com R$ 4,95 milhões, seguido por Bandeira (R$ 3,74 milhões), Prosa (R$ 3,43 milhões), Lagoa (R$ 3,07 milhões), Imbirussu (R$ 2,61 milhões) e Segredo (R$ 2,50 milhões).
A contratação pública abrangeria um período inicial de 12 meses e envolveria etapas como poda e adequação de área livre, remoção parcial e total de exemplares, retirada de caídos, além de serviços de destoca, trituração e a destinação adequada dos resíduos gerados. O lançamento da concorrência havia ocorrido na sequência de temporais que mobilizaram equipes municipais para desobstruir vias públicas.
Antes da suspensão oficial, o certame enfrentou um revés operacional quando uma empresa interessada apontou dificuldades para localizar o processo no Portal de Compras e efetuar o cadastro de sua proposta. Na ocasião, a Secretaria Especial de Licitações e Contratos (Selc) comunicou que a situação havia sido normalizada e que o sistema encontrava-se plenamente acessível.
Apesar da regularização do sistema, a suspensão foi solicitada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) no dia seguinte. O aviso publicado não apresenta justificativa formal para a paralisação e tampouco estipula uma nova data para a retomada da disputa de preços, deixando o processo em aberto enquanto a prefeitura não responde a novos questionamentos.
Fonte: www.campograndenews.com.br
