A Five Founders, uma rede voltada para empreendedores brasileiros que possuem negócios e investimentos nos Estados Unidos, está em busca de empresários que desejam transferir suas atividades ou fixar residência em solo norte-americano. A iniciativa foi idealizada por executivos com passagens por empresas de destaque no cenário nacional, como Méliuz, Loft e Geekie.
Atualmente, o grupo encontra-se na fase final de seu processo seletivo para a integração de novos membros, com a meta de encerrar o ano reunindo até 15 integrantes. De acordo com Eduardo Bontempo, um dos cinco fundadores da iniciativa, a seleção atraiu o interesse de 150 candidatos em busca de suporte e direcionamento para a internacionalização.
A rede funciona como um ponto de encontro para empresários que já acumulam experiência empreendedora no Brasil e pretendem migrar, abrir novas frentes ou realizar aportes financeiros nos EUA. Entre os principais auxílios prestados pela comunidade estão a troca de experiências e orientações práticas sobre planejamento tributário, contabilidade, estruturação patrimonial, escolha de instituições de ensino para os filhos e a construção de histórico de crédito.
Segundo João Vianna, outro participante da rede, os interessados costumam se encaixar em quatro perfis distintos: empreendedores que buscam expandir operações já existentes no Brasil, aqueles que iniciam um novo negócio no exterior e precisam lidar com questões imigratórias, os que migram na condição de investidores e, por fim, os brasileiros que atuam exclusivamente fazendo investimentos no mercado norte-americano.
Bontempo ressalta que o aspecto tributário e fiscal costuma ser o fator de maior peso na decisão de mudança. Realizar um planejamento adequado nessa área, assim como na estruturação patrimonial, é considerado fundamental para evitar impactos relevantes no patrimônio do empresário antes da concretização da mudança para o exterior.
Outro obstáculo frequente destacado pelos organizadores é a ausência de um histórico de crédito nos padrões norte-americanos para quem chega do Brasil. Sem essa documentação, o empresário enfrenta dificuldades para captar recursos em condições semelhantes às de um cidadão local, precisando operar inicialmente com depósitos e leasing, além de lidar com os desafios de estabelecer uma nova rede de fornecedores, networking e clientes no mercado americano.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
