BRASIL

Dólar cai a R$ 5,21 no último pregão antes do primeiro turno das eleições

O dólar comercial recuou 0,08% nesta sexta-feira e fechou a R$ 5,2158, impulsionado por dados de emprego fracos nos Estados Unidos e pela proximidade do primeiro turno.

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Dólar cai a R$ 5,21 no último pregão antes do primeiro turno das eleições

O dólar comercial recuou 0,08% nesta sexta-feira (2) e encerrou o último pregão antes do primeiro turno das eleições de 2026 cotado a R$ 5,2158. O mercado financeiro combinou a cautela típica em véspera de votação com a reação imediata aos novos dados de emprego divulgados pelos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas e aliviaram a pressão por novas altas de juros na maior economia do mundo.

Apesar da retração registrada no último pregão, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,67% ao longo da semana e de 0,80% no acumulado do mês de outubro, mantendo contudo uma desvalorização de 4,97% desde o início do ano no câmbio comercial.

Para o consumidor que necessita adquirir a moeda em espécie, os valores praticados no mercado físico ficaram consideravelmente acima da cotação comercial. Em Campo Grande, o dólar era comercializado por R$ 5,6789, valor que já inclui a incidência do IOF, conforme levantamento feito em casas de câmbio locais. O preço final sofre variações por conta da inclusão de taxas operacionais, tributos e margens de lucro de cada instituição.

Enquanto o câmbio oscilava de forma moderada, a bolsa brasileira registrou um avanço mais expressivo. O principal índice da B3, o Ibovespa, subiu 2,63% e encerrou a sessão aos 192.113 pontos, aproximando-se bastante da máxima intradia de 192.119 pontos alcançada ao longo do dia.

O cenário internacional teve peso determinante para o comportamento dos ativos globais. Os Estados Unidos registraram a criação de apenas 29 mil postos de trabalho fora do setor agrícola no mês de setembro, resultado que frustrou as projeções do mercado, que aguardava a marca de 90 mil vagas. Com a taxa de desemprego estacionada em 4,2%, a perspectiva de um mercado de trabalho menos aquecido arrefece a necessidade de um aperto monetário mais agressivo por parte do Federal Reserve (Fed).

No setor de commodities energéticas, o mercado de petróleo operou em baixa influenciado pela perspectiva de aumento da oferta global. Nações europeias firmaram acordos para liberar estoques estratégicos de diesel e debateram medidas coordenadas para injetar petróleo no mercado. Como reflexo, o barril do tipo Brent caiu 0,06% a US$ 102,25, enquanto o WTI recuou 1,90%, fechando cotado a US$ 91,11.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano