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Na linha de frente da crise climática, Pacífico sedia negociações preparatórias da COP31

Representantes de governos e da sociedade civil reúnem-se na próxima semana em Fiji e Tuvalu para conferência pré-COP31, buscando evidenciar os impactos da crise climática nas nações insulares.

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Na linha de frente da crise climática, Pacífico sedia negociações preparatórias da COP31

Representantes de governos e da sociedade civil de diversos países reúnem-se na próxima semana em uma conferência preparatória para a COP31, realizada no Pacífico. O principal objetivo do encontro é avançar nas negociações diplomáticas e permitir que os participantes observem de perto os danos severos provocados pelas mudanças climáticas nas nações insulares.

Ministros, negociadores e um grupo reduzido de líderes mundiais participam, entre os dias 5 e 8 de outubro, de reuniões oficiais sediadas em Fiji e Tuvalu. Os debates servem para preparar o terreno para a COP31, cúpula global sobre o clima promovida pela ONU que acontecerá no mês de novembro na cidade de Antália, na Turquia.

Em um arranjo inédito, os turcos dividem a chefia do evento junto com a Austrália. O governo australiano defendeu o formato com o argumento de conceder maior protagonismo às nações do Pacífico, o que motivou a escolha da região para abrigar a pré-conferência climática.

Para os países insulares, a cúpula representa uma oportunidade crucial para chamar a atenção da comunidade internacional para a gravidade dos efeitos do aquecimento global. Dados apontam que o nível do mar sobe em ritmo recorde devido ao aquecimento dos oceanos e ao derretimento de geleiras, ameaçando o futuro de populações inteiras e colocando essas ilhas na linha de frente do problema.

A programação oficial dos delegados inclui uma visita de um dia a Tuvalu, um pequeno atol que já enfrenta a invasão do oceano em partes de seu território. A expectativa inicial dos organizadores era contar com uma adesão mais ampla de governantes estrangeiros para impulsionar a repercussão política do evento, embora a lista de presenças confirmadas de fora do bloco tenha ficado restrita a líderes de Antígua e Barbuda, Cabo Verde, Tailândia, Maldivas e Timor-Leste.

Apesar da ausência de um número maior de chefes de Estado globais, cerca de 30 representantes de países e instituições participam do segmento de líderes, marcando a primeira conferência pré-COP com a presença efetiva de presidentes ou primeiros-ministros. A cúpula também ganha relevância após recentes tragédias ambientais, como o colapso de uma geleira na fronteira do Nepal com o Tibete, reforçando a urgência de debates efetivos sobre a adaptação e o combate à crise climática global.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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