Últimas notícias
DESTAQUES

Por trás de fachada restaurada, hotel antigo esconde jardim de 72 metros

Espaço com pomar, plantas medicinais e móveis antigos em Corumbá é resultado de quase 30 anos de reformas e dedicação de família.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Por trás de fachada restaurada, hotel antigo esconde jardim de 72 metros

Por trás da fachada rosada e recém-restaurada do Hotel Virgínia, localizado no Centro de Corumbá, existe um amplo jardim de 72 metros de comprimento que funciona como um verdadeiro refúgio urbano. O local abriga bananeiras, amoreiras, goiabeiras, limoeiros e diversas plantas medicinais, surpreendendo os hóspedes que descobrem a extensa área verde nos fundos do estabelecimento, onde também é possível tomar café da manhã ao som dos pássaros.

O espaço, equipado com piscina e churrasqueira, é fruto de quase três décadas de trabalho da família da proprietária, Clara Lito, que assumiu a administração do prédio construído na década de 1980 no ano de 1998. Desde então, o imóvel passou por diversas etapas de recuperação, contemplando a restauração de pisos, corredores, móveis antigos e a recente revitalização da fachada na Rua Dom Aquino.

Com 34 quartos e uma trajetória que começou quando o casal adquiriu inicialmente uma casa integrada ao hotel, a proprietária relembra a surpresa ao conhecer a real dimensão do terreno interno. Ao longo dos anos, a área verde foi preservada com a inclusão de um caminho de lajotas com tons harmonizados à fachada e um projeto especial de iluminação para valorizar o ambiente.

A transformação estrutural exigiu tempo e esforço contínuo para adaptar o hotel, o que incluiu a troca de pisos externos, a melhoria dos corredores e a instalação de janelas direcionadas para otimizar a ventilação natural. A fachada, antes caracterizada por um tom azul-claro, recebeu uma cor rosada desenvolvida com auxílio de uma arquiteta, tornando-se uma marca registrada do estabelecimento na região.

Frente ao negócio há 28 anos, a família prioriza manter características originais e evitar a padronização excessiva dos ambientes. Os quartos contam com peças de mobiliário restauradas individualmente, como guarda-roupas antigos, mesinhas e sofás, abrigando desde turistas e visitantes bolivianos até trabalhadores e moradores de longa data da cidade, com diárias que variam entre R$ 280 e R$ 380.

Além da vegetação e do conforto dos quartos, o hotel guarda um acervo cultural em um dos corredores de circulação, reunindo fotografias antigas, peças de artesanato, conchas, pedras pantaneiras e um peixe fossilizado. O espaço destaca referências à história local, à mineração e a obras de artistas sul-mato-grossenses, permitindo que os visitantes tenham contato direto com aspectos culturais regionais sem precisar sair do local.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano