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Volvo registra retração de 11% nas vendas do terceiro trimestre e opta por não emitir novas projeções

Montadora sueca relata mercado desafiador, suspende metas financeiras para o ano e aponta dificuldades operacionais na China e nos Estados Unidos.

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Volvo registra retração de 11% nas vendas do terceiro trimestre e opta por não emitir novas projeções

A fabricante de veículos Volvo comunicou nesta sexta-feira (2) que não conseguirá atingir as metas previamente estabelecidas para o volume de vendas e para o fluxo de caixa referentes ao ano em curso. A decisão decorre de um cenário mercadológico cada vez mais complexo e da deterioração nas perspectivas de curto prazo para a indústria automotiva global.

De acordo com os dados divulgados pela montadora sediada em Estocolmo, a empresa comercializou 141,61 mil automóveis durante o terceiro trimestre. O montante representa uma contração de 11% quando comparado ao mesmo intervalo do ano anterior, evidenciando o ritmo desfavorável da demanda.

Em nota oficial, a companhia justificou que a conjuntura atual resultou em comercializações inferiores às expectativas iniciais e em um horizonte menos promissor para o restante do período. Diante desse panorama adverso, a administração optou por não apresentar novas estimativas financeiras ou operacionais.

Os reflexos negativos foram intensificados por fatores regionais específicos. No mercado chinês, o volume de negócios permaneceu sob forte pressão, sem indícios de arrefecimento na retração local. Simultaneamente, o segmento de veículos de alto padrão nos Estados Unidos apresentou uma recuperação considerável mais lenta do que a projetada anteriormente.

Analistas do setor econômico apontam que a empresa, controlada majoritariamente pelo grupo chinês Geely, tem enfrentado barreiras significativas para sustentar suas metas de rentabilidade. Entre os principais entraves estão a incidência de tarifas comerciais, a diminuição no ritmo de adesão aos carros totalmente elétricos e o encarecimento dos custos voltados à pesquisa e desenvolvimento.

O impacto da notícia repercutiu imediatamente no mercado financeiro. Os papéis da companhia sofreram queda de até 4% na sessão, atingindo a mínima histórica de 14,60 coroas suecas por ação. No entanto, a montadora pontua que, enquanto há instabilidade em mercados estratégicos, a operação europeia demonstra maior resiliência diante das turbulências globais.

Fonte: c-level.folha.uol.com.br

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