A seleção de Portugal iniciou sua trajetória na Liga das Nações com boas apresentações e vitórias em seus três primeiros compromissos, atuando sem a presença de Cristiano Ronaldo e sob a direção técnica de Jorge Jesus.
Para o cronista, o atacante português, que persegue a marca dos mil gols e construiu uma carreira brilhante, poderia ter demonstrado maior discernimento sobre sua atual fase técnica. Ao se recusar a aceitar períodos de aquecimento prolongados estabelecidos pelo treinador, acabou optando por se afastar da equipe nacional.
Por sua vez, o comandante Jorge Jesus aproveitou a oportunidade para evidenciar seu protagonismo ao barrar uma das maiores estrelas do futebol mundial, ilustrando como a vaidade e a busca por aplausos influenciam figuras de destaque no esporte.
Em paralelo, a Espanha mantém o padrão de futebol vistoso e eficiente que serve de inspiração para outras equipes, unindo o jogo coletivo à capacidade individual, com trocas curtas de passes e transições rápidas rumo ao gol adversário.
A equipe espanhola superou o período de estagnação criativa vivido anos atrás e hoje encontra em Lamine Yamal a principal referência técnica pelas pontas, enquanto Rodri comanda o ritmo e a distribuição de jogadas desde o meio-campo.
Enquanto o futebol europeu exibe solidez tática, a seleção brasileira enfrenta questionamentos sobre suas limitações coletivas e individuais, evidenciando a falta de compactação entre os setores e a escassez de meio-campistas com capacidade criativa para atuar de uma intermediária à outra.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
