Uma profusão de desafios aguarda o próximo presidente da República em algumas das principais áreas de atuação do governo federal. Na lista, problemas históricos que afetam a população brasileira há décadas se misturam com novos obstáculos e questões pontuais. Em comum, a necessidade apontada por especialistas de incluir esses temas como prioridade na agenda nacional.
Nas últimas semanas, reportagens apresentaram os principais gargalos que o novo chefe do Executivo terá em seu mandato. Em boa parte dos casos, o fracasso de políticas públicas do passado —criadas de forma reativa e isolada— explica o cenário atual. Em outros, o que pesa é a inércia de um Estado marcado por ineficiências.
Há também questões que refletem crises em Poderes vizinhos ou que surgem de mudanças em arranjos geopolíticos, mas que também devem atravessar o caminho do novo governo. Entre as áreas estratégicas afetadas estão saúde, educação, economia, segurança pública, política externa, judiciário e energia.
Na saúde, especialistas alertam para a dificuldade de sustentar o financiamento do SUS diante de uma crise fiscal iminente e do envelhecimento populacional. No setor educacional, superar o atraso na alfabetização e reverter a estagnação do aprendizado nos anos finais dos ensinos fundamental e médio figuram como prioridades urgentes.
O nó fiscal é apontado como um gargalo transversal que ameaça travar a capacidade de atuação do próximo presidente em todas as demais áreas. Com a dívida pública em patamares elevados e gastos recordes, o governo precisará lidar com a rigidez orçamentária imposta por distorções históricas e emendas parlamentares.
Além disso, o cenário internacional traz desafios complexos, como a relação com os Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump e as pressões geopolíticas envolvendo a China e a corrida global por minerais críticos, exigindo habilidade diplomática e planejamento estratégico rigoroso nos próximos anos.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
