Um reciclador identificado como José Carlos Bertoni, de 40 anos e amplamente conhecido pelo apelido de Paraguaio, foi assassinado a tiros na tarde deste sábado (3) em uma área de favela situada na Rua Era Atômica, localizada no Jardim Noroeste, em Campo Grande.
De acordo com os primeiros levantamentos realizados pela Polícia Civil, a ação criminosa foi executada por dois homens que se aproximaram do local a bordo de uma motocicleta. Os suspeitos efetuaram os disparos contra a vítima por volta das 15h, atingindo José Carlos com pelo menos cinco tiros.
Moradores da região relataram ter ouvido aproximadamente sete detonações. No endereço do crime, equipes policiais apuraram que foram disparados vários tiros utilizando uma arma de calibre 9 milímetros, cuja quantidade exata de disparos e o impacto definitivo devem ser confirmados pela perícia técnica.
Natural do estado do Paraná, embora carregasse o apelido de Paraguaio, a vítima ganhava a vida atuando no setor de reciclagem. Informações preliminares obtidas pela investigação apontam que ele teria se envolvido em uma discussão com a esposa horas antes de ser executado, embora as autoridades ponderem que ainda não há elementos concretos ligando esse atrito ao homicídio.
Testemunhas oculares souberam apenas repassar que a dupla autora do crime utilizava uma motocicleta, sem contudo conseguir detalhar traços físicos ou características dos suspeitos. Diante disso, os investigadores já iniciaram o rastreamento em busca de imagens capturadas por câmeras de segurança nas proximidades que possam ter registrado a aproximação ou a fuga dos criminosos.
Um amigo da vítima, identificado como John Michael, revelou que costumava convidar José para frequentar a igreja. Conforme o relato, os dois haviam mantido contato recente. “Todo dia eu vinha chamar ele para ir para a igreja. Falava: ‘José, vamos para a igreja’. Ele falava: ‘Michael, estou cansado’. A última vez ele quase chorou e falou: ‘Estou cansado dessa vida’”, relembrou o amigo.
John declarou desconhecer se o reciclador vinha sofrendo algum tipo de ameaça ou se possuía desavenças que pudessem motivar o assassinato. Por residir em outra região, ele afirmou não saber pormenores da rotina recente de José no bairro.
A Polícia Civil segue empenhada nas diligências e investigações de campo com o objetivo principal de identificar a dupla que tripulava a motocicleta, bem como esclarecer a real motivação por trás do crime brutal.
Fonte: www.campograndenews.com.br
