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Eleições 2026: Lula mobiliza eleitor mais velho; Flávio aposta em voto útil no 1º turno

A reta final da campanha para o primeiro turno das eleições de 2026 evidencia estratégias distintas entre as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

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Eleições 2026: Lula mobiliza eleitor mais velho; Flávio aposta em voto útil no 1º turno

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) adotaram estratégias diferentes para mobilizar eleitores na reta final antes do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo. Enquanto o entorno de Lula faz apelos para aumentar o comparecimento às urnas e cria uma mobilização voltada ao eleitorado mais velho, a campanha de Flávio afirma não estar preocupada com a abstenção e aposta no voto útil.

Em evento realizado em São Paulo, o coordenador da campanha de Lula e presidente do PT, Edinho Silva, apontou a abstenção como motivo de preocupação e destacou o uso das redes sociais para estimular a população a votar. O próprio presidente fez um apelo direto aos eleitores com mais de 70 anos, cujo voto é facultativo, durante uma carreata no Rio de Janeiro, pedindo que compareçam ao pleito e ressaltando a importância da participação desse grupo.

Como parte dessa estratégia, a campanha petista lançou o site “Geração Lula”, voltado especificamente para mobilizar os eleitores mais velhos com cartilhas e orientações. A preocupação da equipe tem respaldo nos dados demográficos e históricos: no primeiro turno de 2022, a abstenção geral foi de 20,95% e atingiu fortemente os idosos. Em 2026, o eleitorado com mais de 70 anos chega a quase 17 milhões de pessoas, representando mais de 10% do total apto a votar.

A faixa etária é um reduto importante para o atual presidente. Na pesquisa Datafolha, Lula registrou 49% das intenções de voto entre os eleitores com 60 anos ou mais, frente a 36% de Flávio Bolsonaro. O levantamento também apontou vantagens para o petista em segmentos como menor renda, escolaridade fundamental, na região Nordeste e entre católicos, enquanto o candidato do liberal aparece à frente nas faixas de renda mais altas, no Sul e entre os evangélicos.

Por outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro adota uma postura diferente em relação à abstenção e aposta na migração de votos. Integrantes da equipe avaliam que eleitores que pretendiam votar em outros nomes da direita, como Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Renan Santos, devem migrar para Flávio no primeiro turno, configurando um movimento de voto útil para tentar definir a disputa.

Além disso, os estrategistas do PL consideram que decisões recentes da Justiça Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal serviram para afastar uma parcela do eleitorado independente do Judiciário, o que poderia beneficiar a candidatura de Flávio. A avaliação ganhou força após a desistência do candidato do debate da TV Globo e a repercussão sobre o tema, com a campanha apostando que o apelo contra o Judiciário e o debate sobre a futura composição do STF funcionem como elementos extras de mobilização.

Fonte: g1.globo.com

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