Os Estados Unidos realizaram uma operação de retirada às pressas durante o fim de semana, removendo todos os 12 bombardeiros B-1 da Força Aérea de uma base militar no sul da Inglaterra. A decisão ocorreu após comandantes receberem novas e urgentes ameaças sobre um plano apoiado pelo Irã contra a instalação na região.
A movimentação foi classificada por autoridades como extremamente incomum, já que manobras desse tipo raramente acontecem com tanta rapidez a partir de uma base aliada em tempos de paz e tão distantes de zonas ativas de combate. A urgência foi tamanha que aeronaves e suas tripulações decolaram enquanto aviões de reabastecimento em voo ainda eram mobilizados para dar suporte à viagem de retorno.
Pelo menos três dos bombardeiros já haviam pousado em sua base de origem localizada em Dakota do Sul até o domingo. O Comando Europeu do Pentágono confirmou formalmente a saída das aeronaves do território britânico, pontuando que os bombardeiros operam regularmente ao redor do globo para garantir prontidão global, mas evitou comentar os novos alertas específicos.
A decisão de evacuação foi motivada por um aumento na percepção de risco nas últimas 24 horas, somando-se a alertas que já haviam surgido nas semanas anteriores. A tensão em torno da base RAF Fairford aumentou na esteira da guerra envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã, tornando o local um ponto de extrema vulnerabilidade e alvo de preocupações de segurança nacional.
Paralelamente, as autoridades britânicas intensificaram as investigações de segurança após prisões recentes ligadas a suspeitas de atos terroristas na região. O governo do Reino Unido e agências de inteligência ocidentais apontam indícios de envolvimento da Guarda Revolucionária do Irã no planejamento de ações contra bases ocidentais, embora Teerã negue as acusações.
O episódio evidencia a escalada das tensões internacionais e o temor de retaliações diretas contra países aliados que apoiam operações militares no Oriente Médio. Enquanto investigações prosseguem na Europa, o comando militar americano segue monitorando o cenário de prontidão para mitigar novas ameaças contra suas instalações estratégicas no exterior.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
