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Quem é Eduarda Campopiano, a deputada estadual mais votada de São Paulo

Aos 23 anos, a vereadora de Praia Grande Eduarda Campopiano (PL) foi a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo nas eleições de 2026.

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Quem é Eduarda Campopiano, a deputada estadual mais votada de São Paulo

A vereadora de Praia Grande Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, fez história ao ser a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026. A jovem parlamentar, que ganhou forte projeção nas redes sociais com pautas conservadoras e alinhadas ao bolsonarismo, superou com folga nomes tradicionais da política paulista. Com 88,5% das urnas apuradas durante a apuração, ela já havia recebido mais de 1,7 milhão de votos.

A votação expressiva representa a segunda maior marca da história do estado para o cargo de deputado estadual, ficando atrás apenas dos cerca de 2 milhões de votos recebidos pela advogada Janaína Paschoal em 2018. Nascida em Campinas em 22 de julho de 2003, Eduarda é influenciadora digital e ingressou na política eleitoral em 2024, quando foi eleita vereadora de Praia Grande com 3.583 votos, tornando-se a parlamentar mais jovem da história recente da Câmara Municipal da cidade ao tomar posse aos 21 anos.

Filiada ao Partido Liberal, a deputada eleita construiu sua campanha estadual fortemente apoiada na comunicação digital. Seus conteúdos foram direcionados principalmente ao eleitorado conservador, com defesa da família tradicional, da vida desde a concepção e de princípios cristãos na política. Ela também se posicionou publicamente contra pautas progressistas, o feminismo contemporâneo e o que classifica como “cultura woke”.

Na área da segurança pública, Eduarda defendeu o direito ao porte de armas de fogo e argumentou que a medida pode ampliar a proteção das mulheres contra a violência. Em temas sociais e econômicos, manifestou-se contrariamente a políticas de cotas raciais e a iniciativas que buscam reconhecer formalmente a prostituição como profissão.

Meses antes do pleito, uma polêmica envolvendo declarações de Eduarda Campopiano sobre a colonização do Brasil ganhou repercussão nacional. Durante participação em um podcast, a então vereadora afirmou que agradecia a chegada dos colonizadores ao país e associou povos indígenas a práticas como canibalismo e sacrifícios. A controvérsia levou a artista e liderança indígena Katú Mirim a registrar um boletim de ocorrência por preconceito de raça ou cor, apontando que as declarações ofenderam a cultura e a história dos povos originários.

Dados divulgados pela Justiça Eleitoral mostram que Eduarda declarou ocupação de vereadora, ensino médio completo e não informou bens ao órgão eleitoral. Sua campanha para o legislativo estadual arrecadou aproximadamente R$ 755 mil, sendo que mais de 90% dos recursos vieram do diretório nacional do PL, com foco principal de gastos no impulsionamento de conteúdos na internet.

Fonte: g1.globo.com

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