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Após avanço da direita nas eleições, Fachin prepara projeto de modernização para o sistema de Justiça

Com o sinal de alerta acendido após o primeiro turno e o fortalecimento da ala que cobra mudanças no STF, o presidente da Corte, Edson Fachin, planeja apresentar até novembro um projeto de reforma e modernização do Judiciário.

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Após avanço da direita nas eleições, Fachin prepara projeto de modernização para o sistema de Justiça

O resultado do primeiro turno das eleições acendeu um sinal de alerta no Supremo Tribunal Federal (STF). O avanço da direita no Senado tende a fortalecer a ala que defende mudanças profundas no Judiciário, além de pautas sensíveis como o impeachment de ministros da Corte, reconfigurando o cenário político para o próximo ano.

Diante desse cenário, o presidente do STF, Edson Fachin, pretende apresentar até o final de novembro um projeto abrangente de modernização do sistema de Justiça. A iniciativa, segundo apuração, já havia sido decidida pelo magistrado antes mesmo do término da votação do primeiro turno realizada neste domingo.

Em junho, o próprio STF instituiu um grupo de trabalho dedicado a discutir uma reforma estrutural no âmbito do Judiciário. A comissão passou a recolher contribuições diversas de juristas, magistrados renomados, acadêmicos e entidades representativas da sociedade civil para formatar propostas legislativas e administrativas concretas.

Entre as principais matérias encaminhadas e discutidas pelo grupo estão alterações relevantes nas competências originais do Supremo, a adoção de mandatos com prazo determinado para os ministros da Corte, restrições para a emissão de decisões individuais e a criação de novos mecanismos de controle e responsabilização interna.

O pacote também aborda temas administrativos e tecnológicos, como a redução dos períodos de férias dos magistrados, a aplicação rigorosa de regras para o teto remuneratório do serviço público e o estabelecimento de diretrizes seguras para o uso de inteligência artificial dentro da estrutura do Poder Judiciário.

Com o avanço expressivo da direita nas urnas, a proposta liderada por Fachin ganha um peso político redobrado. Durante a campanha eleitoral, diversos candidatos defenderam abertamente reformas estruturais no funcionamento do STF, incluindo modificações na forma de escolha dos magistrados e limitações aos poderes de decisão monocrática.

Segundo a avaliação do presidente do STF, o projeto funcionará também como um instrumento institucional para estabelecer um canal de diálogo construtivo com os chefes dos demais Poderes da República, Executivo e Legislativo, defendendo que o próprio Judiciário participe ativamente de sua própria evolução.

O panorama político traçado após o pleito indica que a bancada de senadores favoráveis a pedidos de impeachment contra ministros do STF poderá alcançar 49 parlamentares, ficando a poucos votos do quórum de 54 necessários para aprovar o afastamento de um integrante da Suprema Corte no Senado Federal.

Somente o Partido Liberal (PL) elegeu 19 novos senadores e passará a contar com uma bancada total de 28 parlamentares, garantindo peso político decisivo na futura disputa pelo comando da mesa diretora do Senado Federal para o próximo biênio.

Enquanto o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), tem adotado postura contrária ao andamento de pedidos de impeachment contra ministros do STF, parlamentares do PL avaliam que o ambiente político interno será completamente distinto a partir do próximo ano.

Fonte: g1.globo.com

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