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Aprovação de Donald Trump permanece em 32%, o pior patamar de sua carreira política

Levantamento Reuters/Ipsos aponta que o índice de aprovação do presidente dos EUA continua na mínima histórica, pressionando o Partido Republicano antes das eleições legislativas de novembro.

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Aprovação de Donald Trump permanece em 32%, o pior patamar de sua carreira política

O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve-se na mínima histórica de sua carreira política durante os primeiros dias de outubro, de acordo com os dados divulgados por uma nova pesquisa realizada pelo instituto Reuters/Ipsos.

O levantamento, conduzido ao longo de seis dias consecutivos, revelou que apenas 32% da população americana aprova a atual administração. O percentual permaneceu completamente inalterado em relação à sondagem anterior realizada em setembro, quando o governante republicano já havia atingido o patamar mais baixo de avaliação popular desde o início de sua trajetória pública.

Analistas apontam que a queda acentuada na popularidade está fortemente associada a fatores econômicos e geopolíticos. O custo de vida tornou-se a principal preocupação dos eleitores americanos, impulsionado por uma disparada na inflação do consumidor após a forte alta nos preços dos combustíveis. O encarecimento decorre diretamente da decisão da Casa Branca de iniciar um conflito armado contra o Irã em fevereiro.

O desgaste político também atingiu grupos demográficos que foram cruciais para a vitória eleitoral de Trump em 2024. Entre os eleitores de origem hispânica, cujo apoio chegou a quase metade do eleitorado na última disputa presidencial, a taxa de aprovação despencou para apenas 24%, o menor patamar registrado em ambos os mandatos do republicano. A retração ocorre em meio à insatisfação com a política anti-imigração rigorosa e aos impactos inflacionários da guerra.

A impopularidade presidencial tem gerado sérias repercussões para o Partido Republicano a menos de um mês das eleições legislativas de 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso nos últimos dois anos do mandato. A pesquisa indicou que 44% dos eleitores registrados pretendem votar nos democratas, enquanto os republicanos somam 37% das preferências. Entre os eleitores independentes, a vantagem da oposição também é expressiva.

Além disso, o apoio tradicionais aos republicanos entre os cidadãos com 50 anos ou mais sofreu retração significativa, diminuindo para uma margem estreita de apenas dois pontos percentuais. Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o estudo reforça o cenário de grande dificuldade para a base governamental na reta final da disputa legislativa nos Estados Unidos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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