A relação entre futebol e política voltou a ser testada nas urnas brasileiras, mas figuras de peso do esporte nacional experimentaram derrotas expressivas nas eleições. Ex-treinadores e ex-atletas consagrados que decidiram migrar para a vida pública enfrentaram barreiras eleitorais e registraram votações insuficientes para alcançar os cargos almejados para o próximo ciclo legislativo.
O caso mais emblemático foi o do experiente técnico Vanderlei Luxemburgo, de 74 anos. Recordista de títulos no Campeonato Brasileiro e ex-comandante da seleção brasileira, ele candidatou-se a uma vaga no Senado pelo estado do Tocantins, onde mantém residência e negócios. Filiado ao Podemos, Luxemburgo obteve 67.987 votos e terminou na sétima colocação, ficando longe dos candidatos vitoriosos no estado.
Outros nomes marcantes do futebol paulista também amargaram reveses nas urnas. Luis Fabiano, ex-artilheiro do São Paulo conhecido como Fabuloso, concorreu pelo MDB ao posto de deputado federal por São Paulo e angariou 9.613 votos, patamar insuficiente para alcançar a cadeira na Câmara dos Federais.
Na mesma linha, Marcelinho Carioca, histórico ídolo do Corinthians, buscou uma vaga como deputado distrital no Distrito Federal pelo Republicanos. Com histórico de vínculos na região onde estudou e jogou, ele somou 2.494 votos, figurando na suplência. Outros ex-atletas como Edmundo, Donizete Pantera e Washington Coração Valente também tentaram mandatos sem sucesso em diferentes estados.
Apesar dos tropeços da maioria, o parlamento manteve algumas representações ligadas aos gramados, como o senador Romário e o deputado federal reeleito Danrlei, além do deputado estadual baiano Bobô. Para os analistas, o cenário comprova que o apelo esportivo nas urnas nem sempre se traduz em capital político efetivo no Brasil.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
