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Nem com nome de senadora na urna, Santullo conquista cadeira na Assembleia

Candidato usou 'Santullo da Tereza' na tentativa de aproveitar vínculo com Tereza Cristina, mas terminou como suplente nas eleições em Mato Grosso do Sul.

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Nem com nome de senadora na urna, Santullo conquista cadeira na Assembleia

Nem o empréstimo do nome de uma das principais lideranças políticas de Mato Grosso do Sul foi suficiente para levar Marco Aurélio Santullo (PP) à Assembleia Legislativa. Candidato pela primeira vez a um cargo eletivo, ele disputou as eleições deste domingo (5) usando na urna o nome “Santullo da Tereza”, numa estratégia que buscava associá-lo à senadora Tereza Cristina (PP), mas terminou como suplente, obtendo 14.245 votos.

A estratégia tinha como pano de fundo os 829.149 votos obtidos por Tereza Cristina na eleição para o Senado em 2022. A expectativa era aproveitar parte da força eleitoral da senadora e do vínculo político construído entre os dois ao longo dos anos. Santullo, porém, reconheceu que o resultado ficou abaixo do que esperava, embora avalie que houve, sim, transferência de votos.

Questionado sobre o resultado, o candidato foi direto ao atribuir o placar à quantidade de votos obtida. Segundo ele, faltaram sufrágios para alcançar uma das cadeiras da Assembleia. Santullo também avaliou que candidatos que já possuem mandato e contam com estruturas políticas e eleitorais consolidadas partiram em vantagem na disputa estadual.

A escolha do nome “Santullo da Tereza” não foi casual e teve a intenção de deixar explícita na urna a ligação política construída com Tereza Cristina. A relação foi apresentada durante a campanha como resultado de anos de atuação conjunta em Brasília e em projetos voltados para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, com passagens marcantes pela administração pública.

Apesar de ser estreante nas urnas, Santullo chegou à eleição com uma trajetória de décadas no serviço público. Nascido em Aquidauana, é formado em Administração de Empresas e Ciências Políticas, tendo atuado na Câmara Federal, na superintendência da Funasa, na diretoria da Anater e, mais recentemente, na Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais de Campo Grande.

A campanha de Santullo movimentou mais de R$ 1 milhão em receitas, conforme a prestação de contas parcial apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral. Mesmo com a estrutura financeira e política construída para a primeira disputa, o resultado foi insuficiente para garantir uma cadeira parlamentar, deixando-o na condição de suplente.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano