Recolhido no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, Emerson Nascimento Martins, o “Gibi”, de 38 anos, comandou a execução de André de Jesus Rodrigues Junior, de 18 anos, ocorrida na madrugada da última quinta-feira (1º) em Dourados. Emerson é apontado pelas investigações como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto a vítima seria integrante da facção rival, o Comando Vermelho.
Morador de Rio Brilhante, André de Jesus foi atraído para Dourados sob o pretexto de realizar uma suposta transação de drogas. Ele acabou sendo emboscado e morto a tiros na Rua Paulo Alberto Thiry, no Jardim das Primaveras, região oeste do município. A ação criminosa foi registrada por câmeras de monitoramento instaladas em residências próximas ao local do crime.
Na sexta-feira (2), o Setor de Investigações Policiais (SIG) deflagrou diligências que resultaram na prisão de dois adultos e na apreensão de um adolescente, todos suspeitos de fornecer apoio logístico à execução. Com o trio, os policiais apreenderam três armas de fogo, munições e entorpecentes, resultando na autuação em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de armas.
Os adultos capturados foram identificados como Marcos Aparecido Barboza, de 34 anos, e Lucas Bonete de Oliveira, de 20 anos, localizados no Residencial Estrela Tovy. Lucas, conhecido como “Apocalipse”, confessou ter guardado o armamento utilizado no homicídio e preparado o local de hospedagem para os executores vindos de Rio Brilhante, identificados como “Ceifador” ou “Tubarão” e um indivíduo chamado Arthur.
De acordo com o apurado pela polícia, os atiradores e outro adolescente envolvido diretamente no assassinato ainda seguem foragidos. Após o crime, os suspeitos teriam retornado à residência no Estrela Tovy e comprado roupas novas em uma loja da cidade na manhã seguinte para dificultar a identificação, antes de fugirem para localidades como Ponta Porã e Rio Brilhante.
As autoridades policiais destacam que o caso revela uma estrutura criminosa altamente organizada, marcada por divisão rígida de tarefas que incluiu desde ordens superiores vindas do sistema prisional, logística de hospedagem e execução, até a fuga, substituição de vestimentas e ocultação do armamento utilizado no homicídio.
Fonte: www.campograndenews.com.br
