A Santa Casa de Campo Grande terá o prazo de 15 dias para discutir soluções para o acúmulo e o desvio de funções denunciados por profissionais de enfermagem. O compromisso foi assumido durante uma mediação realizada no Ministério Público do Trabalho (MPT), conforme informou o sindicato da categoria.
Entre as principais reclamações que motivaram a denúncia estão relatos de enfermeiros e técnicos de enfermagem que estariam sendo responsabilizados pela coleta de exames e também pelo transporte de pacientes dentro da instituição hospitalar.
Durante esse período de 15 dias, representantes do Siems (Sindicato dos Trabalhadores da Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), do Recursos Humanos e da gestão de enfermagem do hospital deverão identificar os setores mais críticos e alinhar possíveis soluções. Uma nova reunião de mediação foi marcada para o dia 19 de outubro, focando na discussão sobre a falta de maqueiros.
A mediação foi solicitada pelo sindicato após a rescisão de contrato com o laboratório que prestava serviços à instituição. Com o fim do vínculo, a coleta de exames passou a ser realizada pelos profissionais da enfermagem, segundo o Siems. A advogada do sindicato, Olívia Brandão, afirmou ainda que profissionais estariam sendo obrigados a transportar pacientes, acumulando a função de maqueiros, havendo inclusive casos de trabalhadores suspensos por recusa.
A vice-presidente do sindicato, Helena Delgado, argumentou que a situação prejudica o atendimento aos pacientes, pois o dimensionamento reduzido das equipes faz com que a saída de um profissional deixe o setor desfalcado. Em contrapartida, a defesa da Santa Casa apontou que foram contratados 13 coletadores e remanejados sete profissionais.
O hospital encontra-se atualmente sob intervenção judicial, com a antiga diretoria afastada e a gestão sob responsabilidade de um interventor, enquanto os trâmites e novas contratações continuam sendo avaliados para sanar os problemas de pessoal e sobrecarga.
Fonte: www.campograndenews.com.br
