Os partidos que integraram a coalizão responsável pela reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) conquistaram cadeiras expressivas nas eleições para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O resultado garante ao governador uma ampla maioria para o seu segundo mandato e reforça a predominância do campo de centro e direita no Legislativo paulista.
O bloco governista é formado por PL, Republicanos, PSD, MDB, PP, Podemos, União Brasil, Novo, PRD e PSDB. Juntas, as siglas elegeram mais de dois terços da Assembleia, superando com folga os 48 votos necessários para aprovar projetos de lei ordinários e também os 57 votos exigidos para aprovar mudanças na Constituição do estado.
A principal força da coalizão continuará sendo o PL, que elegeu 27 deputados estaduais e ampliou sua bancada em relação à legislatura anterior. O partido foi impulsionado pela votação recorde da influenciadora conservadora Eduarda Campopiano, que recebeu 1.956.238 votos e se tornou a candidata mais votada da disputa para a Assembleia.
Além do PL, também tiveram papel relevante na vitória governista o PSD, com nove deputados eleitos, o Republicanos e o Podemos, com seis cadeiras cada, além de MDB e PP, que conquistaram cinco vagas cada. O União Brasil elegeu quatro parlamentares para a próxima composição da Casa.
A oposição, por sua vez, seguirá liderada pelo PT, que elegeu 16 deputados estaduais. Apesar de manter a condição de segunda maior bancada da Casa, o partido terá um parlamentar a menos do que atualmente. A legenda foi puxada pela votação expressiva de Eduardo Suplicy, segundo candidato mais votado do estado, com 654.627 votos.
O PSOL foi um dos principais destaques da oposição no pleito. A sigla saltou de cinco para nove deputados estaduais e passará a dividir com o PSD a condição de terceira maior bancada da Assembleia. Entre os eleitos pela legenda estão Sofia Favero, terceira candidata mais votada da eleição, Carlos Giannazi e Paula da Bancada Feminista.
A composição da próxima legislatura indica que Tarcísio de Freitas chegará ao segundo mandato em situação bastante confortável no Legislativo. Ao longo dos últimos quatro anos, o governador conseguiu aprovar projetos considerados estratégicos, como a privatização da Sabesp, contando com uma base ampla e alinhada na Alesp.
Fonte: g1.globo.com
