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Bombeiro suspeito de matar estudante de medicina em Taubaté pode ser preso nesta segunda-feira

Protegido temporariamente pela legislação eleitoral que proíbe prisões de eleitores no período que antecede o pleito, policial militar pode ter a prisão executada hoje.

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Bombeiro suspeito de matar estudante de medicina em Taubaté pode ser preso nesta segunda-feira

O bombeiro militar suspeito de matar o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano em Taubaté, no interior de São Paulo, poderá ter a sua prisão cumprida ainda nesta segunda-feira. A expectativa ocorre após o término do período de restrição imposto pela legislação eleitoral vigente no país.

Apesar de um decreto de prisão ter sido expedido durante o último fim de semana, o suspeito não pôde ser detido imediatamente devido às normas do Código Eleitoral brasileiro. Desde o dia 29 de setembro, as regras eleitorais proíbem a prisão ou detenção de eleitores, exceto em situações excepcionais previstas em lei, com o objetivo de assegurar o livre exercício do voto.

O crime que vitimou o estudante aconteceu na avenida Professor Walter Thaumaturgo, amplamente conhecida como avenida do Povo, na cidade de Taubaté. De acordo com as apurações, Bruno estava a caminho da faculdade quando se envolveu em uma discussão de trânsito com o bombeiro envolvido no caso. O jovem deixou uma companheira e um filho de apenas dois anos.

A defesa do policial militar sustenta a tese de legítima defesa e informou que tal argumento será devidamente demonstrado e comprovado ao longo do andamento da ação penal. Em nota oficial, o advogado responsável pela defesa destacou que, por respeito às autoridades que conduzem a investigação e pelo fato de existirem diligências ainda em curso, prefere não antecipar publicamente a análise de provas específicas.

O investigado é soldado de 1ª Classe da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Dados extraídos do portal da transparência estadual indicam que ele ingressou na corporação no ano de 2016, mas encontrava-se afastado de suas funções por meio de uma licença sem vencimentos, solicitada por vontade própria, desde o mês de maio.

A reportagem tentou contato com os representantes legais do suspeito para obter novos posicionamentos acerca da iminente possibilidade de prisão, mas o espaço permanece aberto para manifestações futuras. As autoridades policiais seguem monitorando os desdobramentos do caso.

Fonte: noticias.uol.com.br

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