Ana Carla Pereira de Oliveira, de 36 anos, foi presa na noite do último sábado (3) pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), em Maracaju, cidade localizada a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. A captura da foragida foi divulgada pela Polícia Civil apenas nesta terça-feira (6).
De acordo com os registros policiais, Ana Carla foi localizada por volta das 23h40 no Bairro Fortaleza II. Contra ela havia um mandado de prisão definitiva expedido em 30 de setembro de 2024 pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, o que a mantinha na condição de foragida desde então.
A ordem de prisão decorre da condenação a 17 anos de reclusão em regime fechado pelo duplo homicídio qualificado de Pedro Vilha Alta Torres e Priscila Gonçalves Alves. O crime bárbaro ocorreu em agosto de 2021, na Capital, e chocou o Estado pela brutalidade com que os corpos das vítimas foram ocultados.
Os restos mortais de Pedro e Priscila foram encontrados parcialmente carbonizados e mutilados às margens da BR-262, na saída de Campo Grande em direção a Três Lagoas. Partes dos corpos também foram localizadas espalhadas em pontos próximos à rodovia, mobilizando equipes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios durante o início das apurações.
O julgamento perante o Tribunal do Júri de Campo Grande aconteceu em setembro de 2023. Na ocasião, além da condenação de Ana Carla a 17 anos, o co-réu Alexandre de Oliveira Gimenes recebeu pena de 36 anos pelos mesmos crimes, enquanto Grasieli Felix Ferreira acabou sendo absolvida pelos jurados, embora tivesse confessado participação parcial durante o plenário.
Conforme as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o duplo homicídio foi motivado por vingança. O casal, formado por Pedro, de 45 anos, e Priscila, de 38, foi atraído ou levado a uma residência no Bairro Vivendas do Parque em 16 de agosto de 2021, onde foi executado sob a acusação de terem furtado objetos de uma casa ligada a traficantes.
Após a captura realizada em Maracaju, a condenada foi encaminhada ao sistema prisional do Estado, onde permanece recolhida e à disposição da Justiça para o cumprimento integral da pena estabelecida pelo Poder Judiciário.
Fonte: www.campograndenews.com.br
