A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) declarou que a postagem na qual se refere à deputada federal reeleita Erika Hilton (PSOL-SP) como “homem biológico” tratou-se de uma manifestação de caráter provocativo inserida no contexto de embates políticos conduzidos nas plataformas digitais.
De acordo com a assessoria de imprensa da parlamentar eleita, a publicação não teve como objetivo fomentar qualquer forma de discriminação, hostilidade ou violência contra indivíduo algum.
A controvérsia ganhou força após parlamentares do PSOL formalizarem representações junto aos órgãos de justiça. A deputada estadual eleita Sofia Favero encaminhou ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) um pedido de investigação fundamentado em acusações de transfobia e violência política de gênero decorrentes do conteúdo divulgado sobre Hilton.
Na postagem em questão, que ultrapassou a marca de 3 milhões de visualizações, Campopiano questionou a colega de parlamento sobre a sensação de saber que um homem biológico jamais ocuparia o posto de mulher mais votada no estado paulista. Erika Hilton garantiu a reeleição à Câmara dos Deputados no último domingo (4), alcançando 1,5 milhão de sufrágios e registrando a maior votação feminina para o cargo na história nacional.
O documento apresentado por Sofia Favero solicita a abertura de inquérito policial e a devida responsabilização de Campopiano, apontando desrespeito à identidade de gênero e tentativa de expor Hilton a humilhações públicas. Paralelamente, a deputada federal reeleita Sônia Guajajara (PSOL-SP) anunciou que sua equipe jurídica ingressará com uma notícia-crime no Ministério Público Federal (MPF) relacionada a declarações anteriores da vereadora de Praia Grande (SP) a respeito de povos indígenas.
A defesa de Eduarda Campopiano informou que os desdobramentos jurídicos serão tratados por meio dos trâmites processuais pertinentes, assegurando o respeito às instituições. Contudo, destacou que o departamento jurídico ainda não foi formalmente notificado e aguarda o acesso integral aos autos para se manifestar conclusivamente sobre o mérito das acusações.
Fonte: redir.folha.com.br
