O candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta terça-feira (6) que marcará presença nos debates do segundo turno da disputa eleitoral. A manifestação ocorre após o encerramento da primeira etapa da votação, que transcorreu sem encontros diretos entre os principais concorrentes ao cargo, o próprio parlamentar e o presidente Lula (PT).
Em entrevista concedida a profissionais da imprensa na sede de sua campanha, em Brasília, o candidato do PL enfatizou a relevância dos confrontos diretos de ideias. Segundo ele, o momento será oportuno para confrontar propostas administrativas e contrapor os períodos de governo do adversário com sua própria trajetória política, demonstrando confiança em um desfecho favorável nos debates.
A mudança de cenário em relação ao segundo turno também foi sinalizada pelo lado petista. Na segunda-feira (5), Lula afirmou publicamente o interesse em participar dos encontros televisivos, classificando o momento como ideal para o diálogo direto, ou “tete a tete”. Aliados do atual presidente confirmaram a expectativa de sua presença no próximo embate direto, agendado para o próximo domingo (11).
Durante a fase inicial do pleito, a ausência de Lula nos debates foi justificada por sua equipe de campanha com base na avaliação de que o formato com múltiplos candidatos limitava o tempo de exposição individual e expunha o petista a ataques concentrados dos opositores vinculados à direita. No encerramento daquela etapa, o titular do Planalto optou por cumprir agendas em podcasts e entrevistas exclusivas em vez de comparecer ao evento que seria promovido pela TV Globo.
Por sua vez, Flávio Bolsonaro também havia planejado comparecer ao último debate da primeira fase na emissora televisiva, que contaria com os nomes de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). No entanto, a campanha do candidato do PL optou por retirar o apoio de última hora em virtude de modificações impostas por decisões da Justiça Eleitoral, as quais a coligação classificou como interferência no formato original.
As alterações judiciais envolveram uma determinação da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre o uso do púlpito vazio destinado ao presidente ausente, e uma autorização do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a inclusão de Renan Santos (Missão) no evento. Após os desdobramentos jurídicos, o debate acabou cancelado pela emissora, gerando críticas do candidato liberal sobre o episódio.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
