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Governo de Rondônia e mais 81 empregadores são incluídos na ‘lista suja’ do trabalho escravo

Atualização semestral do governo federal traz 82 novos registros de pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas por trabalho análogo ao escravo, incluindo a gestão estadual de Rondônia.

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Governo de Rondônia e mais 81 empregadores são incluídos na ‘lista suja’ do trabalho escravo

O governo federal atualizou a chamada ‘lista suja’ do trabalho escravo, inserindo o Estado de Rondônia e outros 81 empregadores na relação oficial que expõe pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão. A publicação consolida dados após o esgotamento do direito de defesa em duas instâncias na esfera administrativa.

Criado em novembro de 2003, o cadastro é reformulado semestralmente e serve como importante mecanismo de transparência e controle de riscos no mercado. Embora não imponha sanções diretas por si só, bancos públicos e privados, além de corporações e o setor financeiro, utilizam a listagem para barrar financiamentos e interromper relações comerciais com os envolvidos.

De acordo com os registros oficiais, os 82 novos nomes estão espalhados por 21 estados brasileiros. Minas Gerais lidera a quantidade de ocorrências na atualização com 19 casos, seguido pelos estados da Bahia, Amazonas e Maranhão.

O ponto de maior repercussão na nova listagem envolve a inclusão do Governo de Rondônia, motivada por irregularidades em uma obra pública. O caso ganhou forte repercussão pelo fato de a gestão do governador Marcos Rocha ter desarticulado a comissão estadual voltada ao combate à escravidão.

O problema ocorreu na reforma da Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental 5 de Julho, vinculada a um contrato de R$ 21 milhões firmado pela Secretaria de Estado da Educação com a construtora Terra Forte. A fiscalização encontrou cinco trabalhadores no local, incluindo três indígenas locais contratados sem equipamentos de proteção e dois imigrantes venezuelanos atuando como serralheiros em situação degradante.

Além do setor público, produtores rurais também figuram na relação. Cinco cafeicultores ligados à Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé) foram adicionados após flagrantes de exploração durante a colheita de 2025, resultando em bloqueios comerciais imediatos por parte da cooperativa, que repudiou os atos.

Fonte: noticias.uol.com.br

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