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Sem detalhar, OEA diz que houve ‘ativismo político internacional’ na eleição; TSE descarta interferência

Relatório da OEA aponta ativismo político internacional nas eleições gerais de 2026 no Brasil, mas TSE descarta registro de interferência estrangeira na votação do último domingo.

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Sem detalhar, OEA diz que houve ‘ativismo político internacional’ na eleição; TSE descarta interferência

A Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou nesta terça-feira (6) o seu relatório referente às eleições gerais de 2026 no Brasil, realizadas no último domingo (4). No documento, a entidade afirmou que o pleito transcorreu de forma pacífica e sem incidentes de maior gravidade, mas apontou a ocorrência do que classificou como “ativismo político internacional” sobre o processo eleitoral brasileiro.

De acordo com o texto da missão de observação, nota-se uma tendência cada vez mais frequente de chefes de Estado realizarem declarações públicas a respeito de processos eleitorais em andamento em outros países do continente americano. A OEA destacou que o pleito brasileiro não ficou isento dessa movimentação externa e que, no caso específico, o ativismo chegou ao extremo com proferimentos de insultos contra uma das candidaturas.

O relatório oficial da organização internacional optou por não citar nominalmente nenhum caso específico. No entanto, integrantes do governo brasileiro têm apontado movimentações atribuídas aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, como tentativas de interferir na disputa eleitoral do Brasil, buscando beneficiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL) em sua corrida contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em contrapartida, durante um balanço realizado no domingo para avaliar o primeiro turno da votação, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, foi questionado diretamente sobre a possibilidade de ingerência externa. Na ocasião, o magistrado respondeu que a Corte não registrou nenhum alerta oficial de interferência estrangeira durante o processo de votação.

Os representantes internacionais da OEA estiveram presentes em seções eleitorais espalhadas por 21 estados brasileiros e no Distrito Federal. Além da organização, o TSE também convidou outras entidades internacionais para atuarem como observadoras oficiais, a exemplo de órgãos vinculados à União Europeia e ao Mercosul, garantindo transparência e acompanhamento externo da jornada cívica.

Ainda no documento divulgado nesta terça-feira, a OEA parabenizou o povo brasileiro pela participação expressiva nas urnas e reconheceu a atuação profissional da Justiça Eleitoral, das forças de segurança e dos mesários. O texto ressalta que a estrutura permitiu que mais de 158 milhões de eleitores habilitados votassem para preencher 1.790 cargos no território nacional e no exterior de maneira organizada.

Por fim, o relatório abordou o episódio de lentidão ocorrido no domingo entre 19h06 e 20h06, período em que o sistema de divulgação de dados do TSE deixou de atualizar temporariamente parte dos resultados. O presidente do TSE explicou que houve um congestionamento pontual, mas que a apuração seguiu funcionando sem contratempos. A avaliação foi corroborada pelos engenheiros da missão da OEA, que testemunharam a totalização e confirmaram que a falha não comprometeu o processo de apuração dos votos.

Fonte: g1.globo.com

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