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Família bilionária afasta hipótese de venda da Condé Nast após saída de CEO

A família Newhouse descartou a venda da Condé Nast e iniciou a busca por um novo presidente-executivo após a saída repentina de Roger Lynch.

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Família bilionária afasta hipótese de venda da Condé Nast após saída de CEO

A família Newhouse colocou fim às especulações de longa data a respeito do futuro controle da Condé Nast ao descartar categoricamente qualquer possibilidade de venda da tradicional editora. A decisão ocorre em meio ao processo de busca por um novo presidente-executivo, desencadeado pela saída abrupta de Roger Lynch do cargo de comando.

Em entrevista concedida ao jornal Financial Times, Steven Newhouse, que preside a Advance — holding controlada pela família —, respondeu de forma direta ao ser questionado se os proprietários considerariam negociar a dona de marcas globais como Vogue, The New Yorker e Vanity Fair. No passado recente, rumores no setor da moda, repercutidos pelo site Puck News, apontavam suposto interesse de figuras como Jeff Bezos na aquisição, embora sem base concreta.

Segundo Steven Newhouse, a permanência da família no comando se sustenta na visão de que a Condé Nast representa um empreendimento comercial sólido, distanciando-se da ideia de um mero troféu de prestígio. Ele pontuou que, com um histórico de um século de atuação no setor de mídia, os proprietários não buscam glamour ou vaidade corporativa.

O anúncio sobre o futuro da empresa coincide com uma fase de transição estrutural. Roger Lynch, contratado em 2019 com a missão de reestruturar a editora, aceitou deixar a função para assumir como CEO da fabricante de brinquedos Mattel. Durante seu período à frente do negócio, Lynch promoveu a unificação das operações internacionais, reduziu postos de trabalho e concentrou esforços nas principais marcas do grupo.

Apesar de o rigor financeiro e a reestruturação terem gerado cortes de pessoal e episódios de insatisfação interna, Newhouse avalia que o executivo deixa a companhia em condições consideravelmente superiores às encontradas no início de sua gestão. Relatórios financeiros indicam que as receitas voltaram a patamares próximos aos de 2021, acompanhadas de margens de lucro mais elevadas.

Enquanto o conselho de administração conduz o processo de sucessão, Mike Perlis assumirá interinamente a presidência-executiva da editora. A família Newhouse, por sua vez, reforça o compromisso de manter o controle acionário de um portfólio que considera insubstituível, reiterando o foco de longo prazo no mercado de mídia e jornalismo.

Fonte: c-level.folha.uol.com.br

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