O escritor e candidato à presidência da República pelo Avante nas eleições de 2026, Augusto Cury, utilizou as redes sociais nesta quarta-feira (7) para prometer um pronunciamento oficial “em breve”, após encerrar o primeiro turno da disputa eleitoral na terceira colocação nacional.
Sem declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) ou a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputam o segundo turno, Cury ressaltou o desejo de debater propostas diretamente com os eleitores. Ele também aproveitou a manifestação para condenar o que classificou como uma “guerra de ódios”, apontando a necessidade urgente de pacificar o país.
Em sua mensagem aos seguidores, o escritor pediu cautela e reflexão diante do cenário político atual. “Por favor, tenham paciência. Quem não é amigo da paciência, não é amigo da sabedoria. Quem não é amigo da sabedoria, toma atitudes precipitadas e inadequadas. Em breve, eu me pronunciarei e, por favor, aguardem”, declarou.
No balanço oficial da primeira etapa do pleito em todo o país, Cury alcançou a marca de 2,89% dos votos válidos, o que representa um total de 3.448.569 eleitores. A liderança da disputa ficou com Flávio Bolsonaro, que somou 56.104.268 votos (47,03%), seguido por Lula, com 53.876.617 votos (45,16%). A diferença registrada entre os dois primeiros colocados foi de 2.227.651 votos.
Logo após a divulgação do resultado no último domingo (4), o candidato havia sinalizado que deixaria a política, optando por não apoiar nenhum dos concorrentes na reta final e mantendo-se em silêncio. No entanto, na publicação desta quarta-feira, Cury detalhou os motivos que o levaram a adotar essa postura inicialmente.
“Quem não sabe se silenciar, não sabe se ouvir. Quem não sabe se ouvir, não entende que as principais decisões humanas são solitárias. Eu preciso conversar olho no olho com quem eu tenho de conversar. E será breve. Eu falarei sobre pautas importantes, inclusive para pacificar esse país tão dividido, tão dilacerado”, afirmou o escritor.
Durante o pronunciamento, Cury enfatizou a relevância de focar em propostas concretas para o desenvolvimento nacional. “Essa guerra de ódios tem de terminar e nós temos de falar de projetos importantíssimos”, pontuou, destacando a urgência de reformular o sistema educacional para formar pensadores em vez de repetidores de informação, além de buscar melhorias na área da saúde.
O candidato também mencionou a necessidade de garantir a segurança e o bem-estar social. “Como protegermos as mulheres, porque elas representam o ouro da humanidade. Proteger as nossas crianças, para que elas tenham futuro em um país completamente dividido e endividado”, concluiu.
Fonte: g1.globo.com
