O julgamento de Maicon Oliveira Bezerra e Thauan Gonçalves de Assis, acusados de matar pai e filho durante um “racha” na Avenida Cônsul Assaf Trad, foi adiado nesta quarta-feira (7) em Campo Grande. A decisão foi tomada pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos após uma jurada grávida sentir cólicas durante o intervalo para o almoço.
De acordo com o termo de audiência, a promotora Daniele Borghetti Zampieri de Oliveira já havia apresentado a acusação e pedido a condenação dos dois réus. Contudo, após a pausa, com o mal-estar repentino da jurada, o magistrado optou por dissolver o conselho de sentença antes mesmo da manifestação da defesa.
Como o julgamento foi interrompido, os sete jurados não chegaram a votar pela condenação ou absolvição de Maicon e Thauan. A ata publicada no processo não estabelece uma nova data para a realização do júri, determinando apenas que o caso retorne à pauta posteriormente na 2ª Vara do Tribunal do Júri.
Mais cedo, durante a etapa de interrogatórios, os réus haviam optado por permanecer em silêncio. As defesas confirmaram que eles não responderiam aos questionamentos feitos pelo juiz, pela acusação e nem pelos próprios advogados.
O caso em julgamento envolve as mortes de Joel dos Santos Lopes, de 38 anos, e Anador Lopes, de 72 anos, ocorridas em 6 de agosto de 2021. Pai e filho trafegavam em uma motocicleta Yamaha Factor pela Avenida Cônsul Assaf Trad quando foram atingidos.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Maicon conduzia um Volkswagen Fox preto e Thauan dirigia um Chevrolet Corsa branco, disputando uma corrida clandestina em alta velocidade. O Fox atingiu a traseira da moto, arremessando as vítimas, que morreram no local sem receber socorro dos motoristas, que também não possuíam CNH.
Fonte: www.campograndenews.com.br
