O primeiro caça supersônico Gripen E fabricado integralmente em território brasileiro realizou, nesta quarta-feira, o seu voo inaugural com sucesso. A atividade ocorreu a partir da planta industrial da Embraer situada no município paulista de Gavião Peixoto, marcando um avanço significativo para o programa militar e para a indústria aeroespacial nacional.
Durante a missão inicial, a aeronave foi submetida a rigorosos testes de validação com o objetivo de checar o correto funcionamento de seus principais sistemas e certificar as características fundamentais de pilotagem. Esse procedimento inaugura a fase de ensaios de produção e aceitação técnica exigida antes que o equipamento seja formalmente incorporado à frota operacional.
O comando da aeronave no voo inaugural esteve a cargo de um piloto de testes da Saab, contando com o suporte direto das equipes técnicas da Embraer tanto na preparação prévia quanto no monitoramento da execução. As informações coletadas ao longo desta etapa serão fundamentais para os próximos passos do processo de homologação do jato.
Este exemplar pioneiro faz parte de um lote encomendado que prevê a fabricação de quinze unidades do Gripen E diretamente no Brasil, dentro do contrato vigente. A montagem final ocorreu na mesma unidade fabril em Gavião Peixoto, que abriga atualmente a única linha de montagem da aeronave em funcionamento fora da Suécia.
O avanço industrial decorre de um amplo programa de transferência de tecnologia estruturado em parceria entre o governo brasileiro, a Força Aérea Brasileira e a Saab. Ao longo dos últimos anos, engenheiros e técnicos do país atuaram de maneira integrada com especialistas estrangeiros, absorvendo conhecimentos avançados em engenharia, desenvolvimento e testes.
Após a conclusão completa dos voos de aceitação e a obtenção da certificação de aeronavegabilidade, o caça será transferido para a Base Aérea de Anápolis, em Goiás. Na unidade, o vetor passará a integrar o 1º Grupo de Defesa Aérea, reforçando a soberania do espaço aéreo brasileiro com tecnologia de ponta.
Fonte: aeromagazine.uol.com.br
