A Prio arrematou por R$ 93,3 milhões a primeira área para exploração e produção de petróleo no pré-sal oferecida pelo governo em leilão realizado nesta quarta-feira (7). A oferta vencedora destinou 32,80% da produção futura para a União, marcando o início de uma importante rodada de licitações no setor energético brasileiro.
O certame engloba 13 áreas do pré-sal, configurando-se como o maior pacote ofertado desde o início do modelo atual de leilões para exploração de petróleo no país, implementado em 2022. No período da tarde, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) programou a oferta de outras 313 áreas localizadas fora da região do pré-sal.
A realização do leilão enfrenta contestações judiciais movidas pela organização Arayara, que aponta potenciais sobreposições de áreas com territórios tradicionalmente ocupados por comunidades quilombolas e indígenas. Paralelamente, o Observatório do Clima argumenta que a liberação de novos blocos petrolíferos desconsidera a gravidade da atual emergência climática global.
Caso todas as áreas do pré-sal sejam efetivamente concedidas, a projeção é de que o governo federal arrecade cerca de R$ 1,24 bilhão exclusivamente por meio de bônus de assinatura. Nesses leilões, o valor do bônus é estipulado de forma fixa, sagrando-se vencedora a empresa ou o consórcio que se dispor a entregar a maior fatia da produção futura à União.
Especialistas apontam que o grau de atratividade dos blocos é heterogêneo. Segundo o geólogo Pedro Zalán, três das áreas colocadas em disputa possuem alto potencial de atração para petroleiras devido à proximidade com descobertas expressivas anteriores, enquanto outras seis apresentam potencial intermediário e o restante baixa atratividade.
Ao todo, 19 empresas inscreveram-se para participar desta primeira etapa voltada ao pré-sal. A lista de concorrentes inclui a Petrobras e grandes conglomerados energéticos internacionais com atuação consolidada no Brasil, a exemplo das norte-americanas Exxon e Chevron, da francesa TotalEnergies e da britânica Shell.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
