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Sete senadores tiveram mais votos que na eleição anterior, mas não conseguiram novo mandato

Dos 32 candidatos que buscaram a reeleição ao Senado, apenas 14 conseguiram renovar o mandato; sete parlamentares ampliaram votação, mas foram derrotados.

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Sete senadores tiveram mais votos que na eleição anterior, mas não conseguiram novo mandato

Dos 32 candidatos que buscaram a reeleição ao Senado no último domingo, apenas 14, o que representa 43,8%, conseguiram renovar o mandato para a próxima legislatura. Entre os demais parlamentares que tentaram continuar no cargo, sete tiveram um desempenho nas urnas melhor do que na eleição anterior, realizada em 2018, mas, ainda assim, acabaram derrotados nas urnas.

Os senadores Carlos Fávaro (PSD-MT), Carlos Viana (PSD-MG), Ciro Nogueira (PP-PI), Esperidião Amin (PP-SC), Leila Barros (PDT-DF), Renan Calheiros (MDB-AL) e Zequinha Marinho (Podemos-PA) conseguiram somar, juntos, 910.967 votos a mais do que na disputa passada. Mesmo com o acréscimo expressivo no volume de eleitores, nenhum deles obteve êxito na tentativa de reeleição.

As derrotas desses parlamentares não ficaram restritas a uma única corrente política no país. Em estados como Alagoas, Distrito Federal, Mato Grosso e Santa Catarina, os atuais ocupantes das cadeiras foram superados por candidatos alinhados à centro-direita. Por outro lado, nos cenários de Minas Gerais, Pará e Piauí, a escolha da população foi pela eleição de nomes ligados à centro-esquerda.

Em casos específicos, como o da senadora Leila Barros no Distrito Federal, nem mesmo um crescimento expressivo de votos foi suficiente para garantir a permanência no cargo. A parlamentar obteve o equivalente a 46,7% a mais de votos em comparação com 2018, mas foi superada em uma votação recorde por Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL.

Outro caso de destaque foi o do senador Renan Calheiros em Alagoas, que ficou atrás de seus concorrentes por uma diferença de quase 195,8 mil votos, um montante quase duas vezes maior do que o acréscimo de votos que ele próprio conquistou nesta eleição em relação ao pleito anterior.

Enquanto parte dos parlamentares registrou aumento de votos sem sucesso, outros 11 senadores conseguiram se reeleger ampliando suas bases eleitorais, e um grupo distinto de 11 nomes sofreu quedas expressivas de rendimento e também ficou de fora do Senado, a exemplo do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e de Marcos do Val (Avante-ES).

Fonte: g1.globo.com

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