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Advogado investigado por lavagem com bets adquiriu instituição de pagamento alvo de acusações de calote no Rio

Willer Tomaz, alvo de investigações da Polícia Federal por fraudes e lavagem de dinheiro ligadas a apostas, assumiu o controle da RioPag, empresa que detém o monopólio de pagamentos para bets licenciadas no estado fluminense e enfrenta cobranças milionárias.

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Advogado investigado por lavagem com bets adquiriu instituição de pagamento alvo de acusações de calote no Rio

O advogado Willer Tomaz, alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal em razão de suspeitas de fraudes contra a Previdência Social, assumiu o controle da RioPag, instituição de pagamento voltada ao setor de apostas. A aquisição foi mapeada por meio de registros oficiais da Junta Comercial do Paraná (Jucepar) e apurações sobre a movimentação financeira do operador jurídico.

Apesar de o representante legal negar publicamente a propriedade direta da empresa, documentos fiscais revelam que Tomaz adquiriu o negócio por intermédio da Embrasis. Essa companhia funcionou como sua principal fonte de receitas em um determinado período, gerando dezenas de milhões de reais em dividendos declarados à Receita Federal.

As autoridades federais apuram a origem dos recursos no âmbito de operações voltadas a combater desvios em pensões e aposentadorias do INSS. A investigação aponta indícios de que o advogado atuava como um importante polo financeiro e logístico dentro do esquema ilícito, incluindo expressivos aportes em plataformas de apostas online.

No centro desse ecossistema corporativo está a RioPag, que acumulou sérios problemas com órgãos reguladores estaduais. A autarquia Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) acusa a instituição de retenção indevida de verbas públicas e de deixar de repassar percentuais obrigatórios sobre o faturamento obtido com o processamento de pagamentos de sites de apostas.

O volume financeiro movimentado pela empresa sob a tutela de Tomaz alcançou cifras expressivas, sustentado por um arranjo de monopólio operacional no processamento de transações para operadoras licenciadas no território fluminense. Contudo, divergências contratuais e a ausência de repasses integrais levaram a Loterj a cobrar judicialmente valores milionários em dívidas e multas acumuladas.

A disputa contratual escalou para o âmbito judicial após rescisões unilaterais e tentativas de suspensão de punições administrativas por meio de liminares. Enquanto os órgãos estaduais buscam reverter as decisões na Justiça para reaver os montantes devidos, a estrutura societária da empresa de pagamentos continua sob escrutínio rigoroso dos investigadores encarregados de desvendar os fluxos financeiros do setor de apostas no país.

Fonte: c-level.folha.uol.com.br

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