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Governo da Bahia autoriza venda de ações da Bahiagás após reeleição de Jerônimo Rodrigues

O governador Jerônimo Rodrigues assinou decreto que autoriza a comercialização de ações minoritárias da Bahiagás para atrair investimentos privados.

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Governo da Bahia autoriza venda de ações da Bahiagás após reeleição de Jerônimo Rodrigues

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), assinou um decreto que autoriza a comercialização de ações minoritárias da Bahiagás. A medida tem como principal objetivo permitir a ampliação da participação do setor privado na companhia estadual responsável pela distribuição de gás natural canalizado.

A assinatura do documento ocorreu na última segunda-feira, exatamente um dia após o chefe do Executivo estadual ter sido reeleito para comandar o governo baiano durante os próximos quatro anos. A decisão rapidamente gerou repercussão e críticas por parte de sindicatos de trabalhadores e de setores ligados à esquerda.

Em nota oficial emitida pelo Governo da Bahia, a gestão estadual assegurou que a Bahiagás continuará operando sob o formato de sociedade de economia mista, mantendo o controle público. Além disso, o comunicado destaca que o contrato de concessão, as diretrizes tarifárias e as obrigações voltadas à expansão da companhia serão rigorosamente preservados.

A iniciativa de negociar parte das ações ocorre quatro anos depois de o próprio governo baiano ter expandido sua fatia na empresa. Em julho de 2022, durante a gestão do ex-governador Rui Costa (PT), o estado adquiriu a participação que pertencia à Gaspetro, elevando a presença acionária de 51% para 75,5%.

A outra acionista da companhia é a Mitsui, que detém 24,5% das ações ordinárias e possui preferência na compra dos papéis que forem colocados à venda pelo governo estadual. Segundo a administração pública, a entrada de novos investidores privados busca injetar recursos para fortalecer a infraestrutura de distribuição de gás natural no território baiano.

Entretanto, entidades sindicais como o Sindiquímica Bahia manifestaram forte oposição à medida. O sindicato argumenta que a operação reduz a influência estatal em um setor considerado estratégico e questiona a lógica de alienar participações logo após o estado ter ampliado sua fatia na empresa nos últimos anos.

Fonte: c-level.folha.uol.com.br

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