Uma idosa de 70 anos, moradora de Campo Grande, foi vítima de um golpe aplicado por um estelionatário que se passou por representante de um plano de saúde voltado a servidores públicos. O prejuízo financeiro ultrapassou a marca de R$ 31 mil após movimentações não autorizadas em sua conta bancária.
O caso foi registrado oficialmente nesta quarta-feira na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. De acordo com as informações divulgadas, tudo começou quando a vítima recebeu uma mensagem de texto via SMS informando sobre uma suposta mudança na forma de solicitação de exames médicos.
No mesmo dia em que recebeu o aviso, a idosa foi alvo de uma chamada de vídeo realizada por meio do aplicativo WhatsApp. Na ligação, um indivíduo fingiu trabalhar para a operadora de saúde e convenceu a mulher a seguir uma série de instruções supostamente necessárias para a manutenção dos serviços.
Durante a interação, a idosa foi orientada a baixar e instalar um aplicativo com o nome da empresa em seu telefone celular. Após a instalação, ela precisou digitar seu número de CPF e seguiu orientações para realizar uma atualização no suposto sistema, além de alterar o formato de pagamento de boletos.
Posteriormente, a vítima acessou a sua conta no Banco do Brasil seguindo os passos ditados pelo golpista, afirmando não ter repassado suas senhas bancárias diretamente. Ao notar inconsistências, ela procurou a gerência da instituição financeira e descobriu o tamanho do prejuízo.
No extrato da conta, foram constatadas dez transferências financeiras, a contratação de um empréstimo no valor de R$ 9.213,41 — que a idosa relata não ter autorizado — e dez pagamentos de guias de impostos direcionados à Sefaz e ao IPVA de estados como Ceará e Pernambuco, somando R$ 22.082,32.
Somente a soma do empréstimo irregular com as guias de impostos atingiu o montante de R$ 31.295,73, sem contar o valor das dez transferências realizadas pelos criminosos. A vítima relatou ainda que não recebeu nenhum alerta por SMS ou e-mail sobre o empréstimo e as transações.
Por fim, seguindo uma orientação da gerência do banco, a mulher restaurou o celular para as configurações de fábrica, apagando dados que poderiam auxiliar nas investigações. A Polícia Civil investiga o caso como estelionato.
Fonte: www.campograndenews.com.br
